Ataques Hackers: Como proteger sua clínica e não fazer parte das estatísticas

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(Foto: Ilustração/Freepik)

Ataques Hackers! Pessoas altamente capacitadas tecnologicamente que entram em sistemas de grandes empresas – e pequenas também – para roubar dados e destruir informações.

Em 2013, o Yahoo foi invadido e o ataque comprometeu mais de 3 bilhões de contas. Informações como nomes, endereços de email e senhas foram vazadas.  Já em 2014, o Ebay sofreu um ataque que comprometeu mais de 140 milhões de contas. Os hackers tiveram acesso a endereços e senhas criptografadas.  Mas, não são apenas nas multinacionais que os hackers atuam. Até em hospitais eles já deram sinais de que não estão para brincadeira.

Os hackers agem principalmente com monetização de ataques de ransomware por meio de negação de serviços, sequestro de senhas e exposição de dados. Contudo, o mais preocupante é a vida de um paciente, uma vez que sob ataque, os bandidos conseguem controlar até o funcionamento de uma porta automática ou de um aparelho indispensável à manutenção da vida.

Em hospitais, os ataques estão ligados a aparelhos como bomba de infusão, monitores de frequência cardíaca e respiratório, bem como máquinas de ultrassom, entre outros. Durante a pandemia, o aumento de ataques hackers foi de 123%, de acordo com relatório divulgado pelo State of Healthcare IoT Device Security Report, da Cynerio.

OMS atua para evitar mais problemas

Para evitar problemas, a Organização Mundial da Saúde OMS permite a incorporação de mecanismos de proteção virtual que eliminam a possibilidade de ataques cibernéticos. Isso ajuda clínicas e hospitais a se blindarem quando o assunto é a proteção dos dados. Sistemas e softwares podem e devem ser instalados em uma rede hospitalar para que a tecnologia empregada não seja prejudicada.

Porém, apesar de todo esse trabalho, algumas dicas de proteção podem e devem te ajudar no dia-a-dia. Se você tem uma clínica de pequeno e médio porte, as dicas abaixo serão essenciais para, agregados aos dispositivos de proteção, aumentar a segurança do seu sistema.

Dicas para proteger sua clínica de um ataque cibernético

Não conceda informações pessoais

É preciso reforço de segurança direcionado para a internet. É por meio dela o acesso dos hackers, que usam métodos  como o phishing, por exemplo. O termo “phishing” faz referência a uma ação  onde mensagens falsas são enviadas para funcionários, que ao clicarem no email liberam o acesso a sistemas de informações protegidos. É pelo phishing que vazam senhas, e-mails, dados bancários, entre outros.

Não salve informações em apenas um local

Para combater os ataques, uma das principais dicas é a de não preservar um exclusivo lugar para controle de informações. Esse tipo de comportamento não é recomendado. É preciso buscar uma descentralização de dados, manter serviços na nuvem. E ainda assim, manter esse ambiente sob controle.

Mantenha backup dos seus dados! 

No caso de um ataque cibernético, caso a própria clínica não tenha um backup dos dados, é possível que exista a perda dos dados por completo. Por isso, sempre observe se o back-up das informações é realizado com frequência. Eles podem te ajudar em uma recuperação mais urgente, caso seja necessário.

Atualize os sistemas operacionais 

Assim como antivírus, os sistemas operacionais dos computadores precisam estar sempre atualizados. Ao mesmo tempo, é essencial que esses equipamentos não sejam compartilhados com terceiros para que informações sigilosas –  tanto das clínicas quanto dos prontuários eletrônicos dos pacientes – não sejam expostas.

Medidas contra ataques são geralmente baseadas no bom senso, mesmo aquelas dicas mais antigas, como a de não salvar senhas em navegadores acaba sendo bem válida. Manter a saúde digital da sua clínica é importante para combater a invasão de dispositivos. Este é um problema contemporâneo que precisa ser combatido em linha de frente.

*Informações Assessoria de Imprensa

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