Durante décadas, pacientes precisaram recorrer a diferentes empresas para fazer exames, monitorar indicadores de saúde e receber acompanhamento profissional. Esse modelo começa a perder espaço com o avanço das healthtechs, empresas que utilizam tecnologia para desenvolver soluções voltadas à prevenção, ao diagnóstico, ao monitoramento e ao acompanhamento da saúde de forma mais integrada e personalizada. Segundo o relatório Global Health Care Outlook 2025, da Deloitte, a inteligência artificial na saúde, a medicina personalizada, a integração de dados e a nutrição de precisão estão entre as principais transformações do setor. O movimento impulsiona uma nova geração de plataformas que reúne, em um único ambiente, ferramentas que historicamente funcionavam de forma isolada.
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Para Bruna Makluf, nutricionista, mestre em Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, diretora de Nutrição da WeFit e especialista em nutrigenética, saúde intestinal e saúde metabólica, essa transformação marca uma nova etapa da saúde personalizada. A WeFit é uma healthtech brasileira especializada em nutrição de precisão que reúne testes genéticos, análise da microbiota intestinal, inteligência artificial aplicada à saúde e acompanhamento nutricional remoto em um único ecossistema digital. O modelo permite que diferentes informações biológicas sejam analisadas de forma integrada para apoiar decisões nutricionais mais individualizadas.
“Durante muitos anos, os profissionais analisavam genética, microbiota e hábitos de vida de forma fragmentada. Hoje conseguimos correlacionar essas informações para compreender como fatores biológicos e comportamentais influenciam o funcionamento metabólico de cada paciente. Isso permite construir protocolos nutricionais mais precisos e individualizados, baseados em evidências biológicas e não apenas em parâmetros populacionais”, afirma a especialista.
O movimento acompanha transformações já observadas em outros setores. Assim como bancos digitais passaram a concentrar diversos serviços financeiros e plataformas de streaming reuniram diferentes conteúdos em um único ambiente, as healthtechs caminham para consolidar diagnóstico, monitoramento, inteligência artificial e acompanhamento especializado em uma única experiência para o paciente.
Da fragmentação dos dados à era dos ecossistemas de saúde personalizada
Na avaliação da especialista em nutrigenética e saúde metabólica, o avanço da saúde personalizada está na capacidade de correlacionar diferentes camadas de informação em uma única análise clínica. Testes genéticos, microbiota intestinal, indicadores contínuos de saúde e inteligência artificial aplicada à saúde permitem compreender com maior precisão como fatores biológicos, metabólicos e comportamentais influenciam a resposta individual de cada paciente, tornando as estratégias nutricionais mais assertivas e menos dependentes de protocolos padronizados.
Na WeFit, essa abordagem começa com o envio do kit para coleta domiciliar dos testes genéticos e da microbiota intestinal. Após a análise laboratorial, a equipe de nutrição interpreta os resultados e desenvolve um protocolo personalizado com base nas características biológicas, na rotina e nos objetivos de cada paciente. O acompanhamento é realizado de forma remota por meio da plataforma da empresa, que reúne inteligência artificial aplicada à saúde, monitoramento contínuo de indicadores e ferramentas que apoiam a tomada de decisão clínica. Quando necessário, o paciente é encaminhado para outras especialidades, ampliando o cuidado de forma integrada.
Uma nova fase para as healthtechs
Para a mestre em Saúde, o diferencial competitivo das próximas gerações de healthtechs estará menos na oferta de tecnologias isoladas e mais na capacidade de transformar dados biológicos em decisões clínicas. Ao integrar genética, microbiota intestinal, monitoramento contínuo da saúde e inteligência artificial aplicada à saúde, essas plataformas ampliam a personalização do cuidado, fortalecem estratégias de prevenção e tornam o acompanhamento nutricional mais preciso.
“A personalização deixou de significar apenas adaptar um plano alimentar. Hoje ela depende da capacidade de interpretar informações biológicas, comportamentais e ambientais de forma conjunta. O futuro da saúde personalizada passa menos pela produção de novas informações e mais pela capacidade de conectá-las. É essa leitura integrada que permite oferecer um cuidado mais preciso, preventivo e alinhado às necessidades de cada paciente”, conclui a especialista.
*Informações Assessoria de Imprensa
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