Pouco tempo depois de participarem da “Cerimônia do Jaleco Branco”, ainda no início da faculdade, alunos do primeiro período do curso de Medicina do Centro Universitário FAPI – UNIFAPI vestiram o traje para ingressar na realidade diária do sistema de saúde. Os alunos começaram um longo e consistente processo de acompanhamento das equipes de saúde dos municípios de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), focados em vivenciar a profissão no dia a dia.
O objetivo da instituição com essa prática é promover a formação integral dos futuros médicos desde os primeiros dias da graduação e, assim, formar profissionais mais humanos, seguros dos desafios que irão encontrar e alinhados com a realidade em que estão inseridos. Entre as diversas práticas com as quais estão se deparando, destacam-se o acompanhamento das atividades dentro das UBS’s e as visitas domiciliares realizadas pelas equipes da Saúde da Família dos municípios de Pinhais e de Piraquara.
“É importante que, desde a primeira semana de aula, o futuro médico vá para a unidade básica de saúde, entenda sua dinâmica e perceba o que ela necessita. Isso contribui na correlação pedagógica com o que fazemos em sala de aula”, avalia o coordenador pedagógico do UNIFAPI, Professor Tede William Gomes Camacho. A prática reforça a relevância dos conteúdos trabalhados em sala de aula, pois o aluno consegue identificar mais facilmente onde e como os conteúdos serão aplicados durante os futuros atendimentos.
Na comunidade, os alunos fazem visitas a famílias atendidas pelo município e têm a oportunidade de observar a importância de manter relação atenta e de confiança entre médico e paciente. “Os alunos ficam um tanto impactados pela diferença entre a realidade no domicílio e a realidade de consultório, e isso ocorre para todos os profissionais que realizam essa visita pela primeira vez”, conta a agente comunitária de saúde, Wanderleia do Amaral, que acompanha os futuros médicos nessas visitas. Em 14 anos na função, ela não havia presenciado vivência “tão intensa” como a atividade dos alunos do UNIFAPI. “Isso é muito interessante, o estudante sai das quatro paredes da faculdade e vem para a realidade. É algo valioso”.
Para a enfermeira coordenadora da Unidade de Saúde Família Perdizes, Maria Fernanda Caldeira Ribeiro, além de fortalecer o conhecimento adquirido em sala de aula, o contato precoce dos alunos com a realidade forma profissionais mais humanos. “Proporciona um olhar mais humanizado, mais prático e acolhedor. Acredito que teremos profissionais ainda melhores a partir do momento que mais instituições de ensino superior aderirem a propostas como essa”, avalia.
Para os alunos participantes desse processo poucos dias após o início das aulas, acompanhar os atendimentos representa mais um rito de passagem para a área da saúde. “Eu vim direto do cursinho e foi uma troca muito rápida. Não estava esperando por isso ainda, mas estou gostando bastante, vejo a carreira futura que terei”, comenta a estudante Rafaele Bastos Ponestk, 19. “É algo que você nem imagina que um profissional de Medicina precisa passar. É muito rico”, completa Lorena Rafaela Brusamolin, 19. “Visitamos alguns pacientes acamados, foi chocante ver a situação da pessoa, mas também é gratificante ver como ela fica feliz com a nossa presença”, conta Luiza Raksa Novinski, 19.
A experiência surpreendeu até quem já é profissional da área de saúde e agora quer ser médico. É o caso do estudante Carlos Roberto Botelho Filho, 27, que é dentista: “Acho incrível, cada dia que fazemos visitas aprendemos mais e mais, sempre acumulamos experiência, então tem sido excelente, tanto profissional quanto pessoalmente, acho que tudo que acontece afeta a gente de maneira positiva”, afirma.
O curso de Medicina do UNIFAPI mantém atualmente parcerias com seis unidades básicas de saúde (UBSs), em Pinhais e Piraquara, além dos hospitais Fundação Hospitalar de Pinhais, Angelina Caron, San Julian, Menino Deus, IPO e Erasto Gaertner, para internato. Estão previstas ainda duas novas unidades de saúde parceiras e 152 leitos de UTI.
Mais do que atender às exigências do Ministério da Educação, a iniciativa contribui significativamente para a saúde dos municípios parceiros. “Os estudantes vão, gradativamente, ajudando muito. O simples fato de realizarem visitas domiciliares e levarem informações para as Unidade Básicas faz com que os municípios ganhem muito. Daqui a pouco, em mais de um ano, esses alunos estarão atendendo nas UBS’s e ajudando a unidade, eles começam a trocar e a devolver ao município tudo aquilo que a cidade conveniou com a faculdade. Ganha o município, a instituição de ensino, os alunos, os profissionais de saúde e sobretudo o cidadão que utiliza o serviço”, comemora coordenador pedagógico do UNIFAPI, professor Camacho.
*Informações Assessoria de Imprensa
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