O setor hospitalar privado brasileiro avança na adoção de tecnologias, mas esbarra em gargalos históricos que ameaçam diretamente a sua sustentabilidade. É o que comprova o estudo inédito “Termômetro Falconi – Setor Hospitalar 2026“, realizado pela Falconi em parceria com o Hcor e a Artmed. O levantamento, que ouviu 778 profissionais e executivos da saúde durante o congresso CONAHP, aponta que 60% das lideranças consideram que ainda há margem significativa para investir em melhorias estruturais de gestão.
No topo da lista de preocupações que afetam a performance das instituições está a sustentabilidade financeira, apontada como o maior desafio por 24% dos respondentes. A urgência no controle de custos é corroborada pelo próprio documento, que ressalta uma queda expressiva na margem EBITDA dos hospitais associados à Anahp, que passou de 14% em 2023 para 10,74% no segundo trimestre de 2025.
“Esse relatório escancara uma dor que vemos diariamente no chão dos hospitais. O maior gargalo da saúde hoje é a falta de processos padronizados associada a uma gestão analógica”, alerta Jair Rodrigues, médico intensivista, CEO da H2 Soluções em Saúde, gestora de serviços médicos especializada na linha de cuidado crítico, com atuação em UTIs, Prontos-Socorros e Enfermarias.
“Quando a unidade opera no escuro e de forma reativa, a pressão financeira engole a operação. Não por acaso, a pesquisa mostra que 36% das lideranças apontam a Governança Corporativa como a principal evolução esperada para os próximos meses. Esse problema precisa ser atacado com efetividade real. Sem governança, a conta simplesmente não fecha, e o paciente acaba deixando de ser o centro do cuidado”, completa o especialista.
Além do peso no caixa, o estudo mapeou o impacto do modelo atual no capital humano. A capacitação de lideranças (16%), o alto volume operacional (12%) e a saúde mental e sobrecarga das equipes (11%) completam as maiores dificuldades do setor. Para reverter esse quadro de exaustão, as prioridades de investimento dos hospitais para o curto prazo incluem a melhoria na gestão de custos operacionais (21%), a modernização de sistemas digitais (14%) e a adoção de inteligência artificial e analytics (13%).
“O alto volume operacional é exatamente o que causa a exaustão e a solidão clínica do corpo médico”, complementa Guilherme Ferreira de Almeida, Diretor Técnico da H2. “A única forma de proteger o plantonista e a sua saúde mental é oferecer um ecossistema que retire o peso burocrático das costas dele, com inovação e protocolos bem definidos”, comenta. O levantamento da Falconi indica que 50% das lideranças acreditam que o setor passará por mudanças significativas devido a novas tecnologias em três anos.
Especializada na gestão da linha de cuidado crítico (UTIs e Prontos-Socorros), a H2 Soluções em Saúde implementa um modelo plug & play que terceiriza a governança clínica com suporte de dados desde o dia zero de contrato. Através da plataforma proprietária Helena.AI e de sistemas de Telemedicina (TeleUTI) — uma das soluções já utilizadas por 15% dos hospitais, segundo o estudo — a empresa assume a gestão de mais de 3 mil médicos credenciados em nove estados. Essa integração ataca diretamente a pressão financeira e a sobrecarga relatadas pelas lideranças hospitalares.
Na prática, a metodologia da H2 tem gerado resultados expressivos na rede parceira. O uso da inteligência de dados aplicada ao fluxo hospitalar já alcançou uma redução de 58,15% nos custos mensais com transferências de pacientes e uma economia imediata de 26% em custos farmacêuticos, mitigando o desperdício sem precarizar a assistência. Com mais de 2,4 milhões de atendimentos anuais, a H2 consolida-se como a parceira estratégica para que os hospitais superem o alerta vermelho dos custos, garantindo previsibilidade e qualidade.
*Informações Assessoria de Imprensa
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