Cerca de 3,4% dos brasileiros com mais de 40 anos convivem com o glaucoma, de acordo com dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. A condição está entre as principais causas de perda irreversível da visão e exige atenção porque pode evoluir de forma silenciosa.
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Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser controlado. “Muitas pessoas só descobrem em estágios avançados porque procuram oftalmologista apenas quando sentem que tem algo errado com a sua visão. E, infelizmente, quando surgem esses sintomas, nós já temos aí no mínimo de 30% a 50% de perda visual”, afirma a médica cooperada Unimed Curitiba e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma, Heloisa Giacometti.
A recomendação é incluir visitas ao oftalmologista na rotina preventiva, mesmo na ausência de sintomas. O diagnóstico do glaucoma vai além da avaliação da pressão ocular. Testes complementares permitem analisar a estrutura e o funcionamento do nervo óptico, além de identificar alterações ainda em fases iniciais.
Sinais de alerta e tratamento
Nos tipos mais frequentes, a perda da visão acontece gradualmente, geralmente pela visão periférica. Como o cérebro consegue compensar parte dessas mudanças, muitos pacientes não identificam o problema no dia a dia.
Pessoas acima dos 40 anos, com histórico familiar da doença, além de diabetes, hipertensão, alta miopia, uveíte, que tenham doenças reumáticas ou quem faz uso prolongado de corticoides também demandam maior atenção.
Na maioria dos casos, especialmente no glaucoma de ângulo aberto, não há dor, vermelhidão ou embaçamento no início. Os sinais tardios podem incluir dificuldade de visão lateral, pior adaptação ao escuro, visão tubular e maior frequência de colisões acidentais com objetos. Já o glaucoma agudo pode causar dor ocular intensa, olho vermelho, náusea e visão borrada.
Os tratamentos disponíveis incluem medicamentos, procedimentos e intervenções cirúrgicas indicados conforme as características de cada paciente.
“O glaucoma não tem cura, é uma doença crônica, progressiva, com potencial de cegueira, mas que pode ser controlada. Quando a identificação acontece cedo e o tratamento correto é iniciado no momento adequado, é possível retardar sua progressão”, destaca a médica.
*Informações Assessoria de Imprensa