O ano era 2020. O mundo parava por causa da pandemia de Covid-19 e, com ele, a rotina de muitos profissionais. E foi em meio ao caos que o mundo vivia, que Rubens Gomes Duarte, um cirurgião-geral, cooperado da Unimed Apucarana, de 75 anos, acostumado a precisão do bisturi e a diagnósticos complexos, descobriu no Sudoku – sim, aquele jogo de números e lógica que encontramos em jornais, revistas, aplicativos e sites – um inesperado refugio para a mente.
“Durante a pandemia, fiquei dois anos sem trabalhar. Foi nesse período que comecei a ver alguns vídeos de sudoku”, conta.
E se você acha que Sudoku e só um jogo de revista de aeroporto, pense de novo. Criado com base em conceitos do matemático suíço Leonhard Euler, o jogo exige lógica pura.
“Sudoku e lógica, tanto e que foi Euler que inventou esse passatempo há 200 anos. Não sei se melhora a memória, mas com certeza te obriga a pensar com lógica. Mantendo os neurônios ativos!”, comenta o médico.
Como a maioria das pessoas, Duarte acreditava que conhecer as regras do jogo bastaria para resolver os enigmas. Logo percebeu que seus conhecimentos básicos não eram suficientes para transpor os obstáculos que o Sudoku oferecia.
“Percebi que não era uma coisa muito simples e fiquei interessado em aprender estratégias de como resolver aqueles desafios. Comecei vendo alguns vídeos de Sudoku, do canal Sudoku Guy, e me encantei com os vídeos do canadense Robin Jarman”, revela.
A inspiração foi tamanha, que o próprio medico decidiu compartilhar seu conhecimento. E o que começou coma passatempo virou hobby, e do hobby nasceu um nova canal no YouTube: o “Sudoku Dicas”.
Paixão compartilhada
O canal do cirurgião-geral tem uma proposta parecida com a do canal canadense: ensinar, mas também aprender. Por lá, ele compartilha estratégias avançadas para resolver as quebra-cabeças mais complexos do gênero.
“A motivação veio por não ter encontrado no YouTube um canal em…