A segurança do paciente e da equipe médica é o primeiro ponto a ser considerado pelo médico generalista em situações de emergência psiquiátrica. Em seguida, esse profissional deve se empenhar em fazer o diagnóstico clínico do paciente, “o que exige uma investigação bastante minuciosa”, diz a psiquiatra Flavia Ismael Pinto, coordenadora de Saúde Mental de São Caetano do Sul e presidente do Centro de Estudos em Saúde Mental do ABC.
Flavia participou na manhã desta sexta-feira (12), segundo dia de trabalhos do 4º Congresso de Medicina Geral da Associação Médica Brasileira (AMB), realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, de palestra que discutiu os desafios das emergências psiquiátricas.
“A emergência é caracterizada como uma situação em que existe risco de vida ou de injúria. Diferentemente da crise, quando o indivíduo está passando por uma situação estressante, a emergência é um quadro médico grave”, afirmou.
A primeira coisa a pensar, segundo Flavia, é na segurança do paciente e da equipe. A estrutura do local também é importante. “Inicialmente, é preciso abordar a questão clínica, portanto, se existe febre, falta de ar, ou qualquer outro sintoma. E também identificar a psicopatologia, se o paciente está delirante, psicótico, maníaco e assim por diante”, afirmou.
“É preciso também tomar cuidado com a alteração comportamental. Esses pacientes têm mortalidade maior do que a população geral”, lembrou a psiquiatra. Ela diz que também deve-se evitar o reducionismo medicamentoso, achando que, por exemplo, uma dose de Fenergan vai resolver tudo. “Portanto, trata-se de levar em conta sempre a investigação clínica”, destacou.
O psiquiatra Daniel Kawakami, que também participou do evento, deu como exemplo uma situação em que uma UPA recebe às 2h da manhã um homem de 35 anos, agitado, quebrando coisas e precisando de atendimento. “O que o clínico geral vai…