Na palestra que abordou o rastreamento do câncer de mama, nesta sexta-feira (12), segundo dia de trabalhos do 4º Congresso de Medicina Geral da Associação Médica Brasileira (AMB), realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, dois fatores se mostraram fundamentais para o enfrentamento dessa doença que ameaça a saúde da mulher.
A rapidez no diagnóstico e o combate à obesidade são as ações que podem mitigar a doença, segundo concordaram os expositores. Em relação ao primeiro fator, o médico Carlos Alberto Ruiz, que atua há 35 anos no Hospital das Clínicas, em São Paulo, afirmou que quando se trata de tumor palpável é preciso ir direto para a biópsia de agulha grossa, “sem perder tempo com outros exames”, como até mesmo a mamografia, que é essencial nesses casos.
“O retardo no diagnóstico vai causar mais mortes. A agilidade faz toda a diferença”, defendeu. “Atualmente, o tempo médio de tratamento no Brasil é de 160 ou 180 dias, dependendo do sistema e da região que atende, e a lei diz que deve ser de 60 dias”, afirmou Ruiz, para quem privilegiar o salvamento da paciente faz toda a diferença. O médico considera que um dos desafios atuais do SUS e da rede privada é identificar os gargalos de atendimento para reduzir o tempo de tratamento.
Já o médico Daniel Buttros, professor do Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/UNESP), sustentou que a relação do câncer de mama com a obesidade “é íntima e catastrófica”. Buttros também disse que é necessário reduzir o risco de câncer de mama na abordagem combinada do estilo de vida da mulher e na administração de medicamentos, como as canetas emagrecedoras.
“É preciso levar em conta fatores como a alimentação, o uso de substâncias tóxicas, qualidade de relacionamentos, gestão do estresse, qualidade do sono”, afirma. A perda de peso é importante porque a obesidade é uma “doença…