
Uma decisão sobre tarifas, tomada a milhares de quilômetros de distância, pode alterar a dinâmica de todo um país — com uma série de mudanças que pode desembocar, inclusive, no poder de compra para contratos de planos de saúde no Paraná. A observação, feita por Alexandre Bley, diretor Administrativo e Financeiro da Unimed Paraná, e Durval Francisco dos Santos Filho, diretor de Mercado e Intercâmbio, mediadores da plenária, revela como as fronteiras entre a geopolítica global e os negócios locais estão se dissolvendo. Para decifrar este cenário, o convidado foi o economista Marcos Prado Troyjo, Distinguished Fellow do Insead (Instituto Europeu de Administração de Empresas). Ele defende: estamos nos “5 minutos do primeiro tempo” de uma era que trará dificuldades para a grande maioria dos 193 países, mas oportunidades imensas para uma seleta minoria.
Leia também – Suespar quebra recorde de público em sua 31ª edição
Para ilustrar o momento, ele recorre ao conceito de zeitgeist ou espírito do tempo — o conjunto de normas sociais e tendências culturais que definem um período. O filósofo José Ortega y Gasset já dizia: “Eu sou eu e minhas circunstâncias, e se não a salvo a ela, não me salvo a mim.” Da mesma forma, Troyjo traz que, para além de nós mesmos, somos também o espírito do tempo. O que acontece ao nosso redor e como nos relacionamos com o ambiente externo define futuros — seja de organizações, seres humanos ou… borboletas.
Ele explica: na Revolução Industrial, da Inglaterra do século 18, a poluição escureceu as árvores, transformando as borboletas coloridas em alvos fáceis para predadores. Enquanto isso, as marrons e acinzentadas se confundiam com seus arredores — uma camuflagem que permitiu sua perpetuação. Ou seja: uma mudança no contexto cria vantagens e desvantagens decisivas para sua sobrevivência.
Hoje, a grande mudança ambiental é a ascensão da geopolítica….







