
Ao Correio, Wadih Damous destaca os desafios de sua gestão para alcançar o equilíbrio das forças no setor
O novo diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Damous, reconhece os inúmeros desafios do setor ao assumir o cargo. Entre eles, proteger o direito dos consumidores ao atendimento previsto na Lei dos Planos de Saúde, assim como conciliar o envelhecimento da população e o aumento dos custos em geral. Conforme dados da instituição, em 2024, as operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios lucraram R$ 11,1 bilhões — aumento de 271% em relação a 2023. Ex-titular da Secretaria Nacional Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, ele conta que a experiência que adquiriu na pasta o ajudou a compreender “as diversas nuances da saúde suplementar de uma perspectiva diferente”. “Queremos ter uma atuação preventiva e evitar que os problemas aconteçam”, disse, em entrevista ao Correio.
O senhor assumiu recentemente a presidência da ANS. Quais são as suas metas no cargo?
Minha principal meta é garantir que os consumidores sejam atendidos no tempo correto e que tenham o tratamento adequado e com qualidade de vida. Nesse sentido, é preciso buscar o equilíbrio para que tenhamos operadoras economicamente viáveis e planos que os consumidores possam pagar. Também é um compromisso meu colaborar para a integração da saúde suplementar com o SUS e participar da construção do programa Agora Tem Especialista, uma iniciativa inovadora que vai possibilitar que as operadoras…







