
O futuro do cooperativismo, sob a ótica da liderança feminina e inovações das Singulares, deu o tom ao pré-evento do Núcleo de Desenvolvimento Humano (NDH), no 31º Suespar. A abertura foi conduzida pelo diretor de Inovação e Tecnologia da Unimed Paraná, Omar Taha, que deu as boas-vindas aos presentes, e a coordenação dos trabalhos ficou com Arianne Gaio, gerente do GEAS (Gestão de Atenção à Saúde) da Federação, que destacou: “É um prazer estar aqui, pela primeira vez coordenando uma bancada majoritariamente feminina.”
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O comentário serviu de gancho ao tema central da tarde. Com a previsão de que 56% da população médica brasileira será de mulheres até 2035, a busca por representatividade na alta gestão se torna ainda mais urgente. Com esse foco, o Sistema Unimed Paranaense criou o Comitê de Médicas-Cooperadas, que teve suas iniciativas apresentadas no painel.
“A conscientização e participação das mulheres vai depender de tempo, de oportunidade e de querer”, afirmou Wemilda Fregonese Feltrin, presidente da Unimed Francisco Beltrão. “Não é sobre esperar ser convidada. Você tem de querer, e o Comitê informa às cooperadas que você pode fazer parte, sim.”
Compreender os motivos da baixa representatividade é um dos objetivos do grupo, como explicou Inês Paulucci Sanches, da Unimed Londrina: “Não queremos ocupar o lugar dos homens, queremos só o nosso lugar.” Uma das possíveis razões foi citada pela diretora da Unimed Cascavel, Michelle Varaschim Garcia: “Se as colaboradoras e cooperadas não tiverem um movimento ativo para atingir cargos de gestão, naturalmente a vida vai nos afastar dele. A conta não fecha para tudo que temos que fazer: carreira, família, filhos, pais.”
É uma realidade que exige sacrifícios, como relatou Silvana Freire Scheidt, da Unimed Guarapuava — uma das participantes do Comitê que foi…







