As lesões da pele, como cicatrizes hipertróficas, quelóides, neoplasias cutâneas e queimaduras devem ter abordagem multidisciplinar e os tratamentos não são rápidos, mas de médio e longo prazo. Os especialistas consideram que essa é a perspectiva inicial que o médico generalista deve ter em conta ao lidar com tais problemas, antes de avaliar se deve encaminhar o paciente para um tratamento mais intensivo.
Esses tipos de lesões foram abordados em palestra sobre cirurgia plástica, na manhã deste sábado (13), nos trabalhos iniciais do terceiro dia do 4º Congresso de Medicina Geral da Associação Médica Brasileira (AMB), realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Felipe Isoldi, cirurgião plástico da UNIFESP e especialista em cicatrização patológica, mostrou que queloides e cicatrizes hipertróficas não são sinônimos, exigindo abordagens médicas totalmente diferentes.
O especialista enfatiza que o maior erro na prática clínica atual é confundir essas duas condições, o que invalida o plano de tratamento e gera taxas de recorrência. Para ele, operar um queloide de forma isolada, sem uma terapia combinada associada, é uma conduta ineficaz, pois a lesão tende a retornar ainda maior por se tratar de um processo ativamente expansivo.
“Precisamos nos aprofundar nos diagnósticos. Os tumores têm várias morfologias e por vezes os dois tipos patológicos convivem na mesma incisão. Além disso, existe uma elevada recidiva após a cirurgia e no geral é como se a inflamação tomasse o centro do palco”.
Ao falar sobre as neoplasias cutâneas, por sua vez, Rogério Mendes, cirurgião plástico formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), aborda esse tema sob a perspectiva da cirurgia plástica reconstrutiva e oncológica.
O especialista defende que o manejo adequado do câncer de pele e dos tumores benignos exige ir além da prevenção, fundamentando-se inteiramente no…