Integridade é mais do que um papel: é o compromisso com a vida


(Foto: Unimed Paraná)

O que é ser íntegro? Você pode responder com alguns princípios e valores, como agir com ética, honestidade e justiça, e não está errado. Mas o que você faz, no seu dia a dia, considerando o benefício do maior número de pessoas – e não somente o seu? A compaixão com quem está ao nosso lado e o compromisso com os pequenos valores do cotidiano, como o respeito e a gentileza, deveriam, conforme a Monja Coen, referência do Zen Budismo no Brasil, ser a chave para uma sociedade com mais integridade.

Muito em voga na atualidade, o Compliance se tornou regra na maioria das instituições. Ao ser admitido, você assina um papel e afirma que seguirá as normas de condutas: sem roubos, difamações ou desvios de conduta que prejudiquem a empresa e os colegas. “Nós precisamos, de fato, assinar um termo simplesmente por não sermos íntegros com os valores básicos da vida?”, questionou a fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, durante a palestra magna “Como manter a sua integridade frente aos desafios do mundo corporativo – o que você tem feito da sua vida?”, sob moderação do diretor de Inovação e Desenvolvimento da Unimed Paraná, Omar Genha Taha.

Pautada pelos princípios budistas, Monja Coen compartilhou vivências e incentivou o público a olhar mais para a maneira como tem vivido cada dia, principalmente, em relação aos próprios sentimentos e anseios. “Vivemos esperando o ‘e se’, sem nos darmos conta que devíamos ver a felicidade no aqui e no agora, com aquilo que temos e somos. Mas, mais que isso: respeitando, também, quem os outros são, independentemente se pensam ou agem conforme o que achamos certo.” A gratidão pela simplicidade, inclusive, também está ligada à uma vida mais plena, em que é possível estar inteiro, de corpo e alma, em cada atitude do cotidiano, por maiores que sejam os obstáculos existentes.

Para a missionária, é olhando para nossos desejos – muitas vezes em…



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