
É possível ser feliz no trabalho? A psicóloga Lívia Azevedo, diretora de Felicidade da Heineken, defende que sim. Em trilha mediada por Ribamar Leonildo Maroneze, presidente da Unimed Apucarana, e com a psicóloga Patrícia Olivo Poiani, da Unimed Paraná, Lívia explicou que o tão cobiçado sentimento de bem-estar corporativo não vem ao acaso: “Felicidade hoje é ciência. Precisamos entender a ciência da felicidade e praticá-la no dia a dia.”
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Essa ciência nos traz que, enquanto 50% da felicidade está associada a fatores genéticos e 10% a circunstâncias externas, 40% depende de ações intencionais. São conclusões da pesquisadora Sonja Lyubomirsky, citadas por Lívia como um incentivo à ação: “Como empresas, nossa responsabilidade é transferir esse conhecimento para que os colaboradores tenham mais consciência e busquem o bem-estar.”
Afinal, a infelicidade no trabalho custa 9% do PIB global, conforme dados da consultoria Gallup. Por outro lado, colaboradores felizes são 31% mais produtivos e vendem 37% mais, segundo a Harvard Business Review.
Por isso, promover a felicidade é uma corresponsabilidade. “É algo individual, mas a empresa deve criar um ambiente de segurança psicológica, em que o líder te dá oportunidade de se colocar, errar e trazer ideias, sem medo de julgamento.” Com isso, o colaborador se sente pertencente e dedica todo o seu potencial à ação.
Na Heineken, a diretoria de Felicidade guia essa trajetória. A área, com profissionais de recursos humanos e de saúde, visa disseminar o bem-estar como estratégia de negócio. Antes de qualquer processo ou venda, a felicidade é considerada a responsabilidade primária dos mais de 2 mil líderes da empresa.
Além disso, a realização de pesquisas de felicidade quinzenais permite captar detalhes que passam despercebidos nas tradicionais pesquisas de clima anuais. “Às…







