“A Medicina Preventiva é fundamental para evitar que as doenças avancem.” Foi com essa afirmação que o Dr. José Mauro Secco, um dos coordenadores do painel ao lado do Dr. Jayme Malek Junior, iniciou a discussão sobre Medicina Preventiva e Social no 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral da AMB.
Na primeira apresentação, o Dr. Junji Miller abordou o tema “A inteligência artificial apoiando o médico generalista”. Segundo ele, a IA aplicada à gestão se divide em duas dimensões: o conhecimento médico e o trabalho médico, conceitos distintos. “A IA não alucina com dados. Ela alucina com palavras, mas com dados raramente”, afirmou. Ele também destacou a existência de padrões visíveis e padrões ocultos, estes últimos ainda fora da plena compreensão humana.
Conforme explicou, quando um modelo de inteligência artificial gera uma informação aparentemente correta, convincente e bem estruturada, mas que é falsa ou imprecisa, ocorre o fenômeno das chamadas “alucinações”. Isso acontece porque as LLMs não armazenam fatos, mas padrões estatísticos de linguagem. Para reduzir esse problema, a qualidade do prompt é fundamental. “O óbvio para nós não é óbvio para a IA. Quanto mais a gente escreve com clareza, menos a IA vai alucinar”, disse. “O futuro não será IA versus médico, mas IA com o médico”, finalizou.
O debate seguiu com a apresentação “Médico sanitarista: entre a clínica, a gestão e a academia, as múltiplas possibilidades desta carreira”, conduzida pelo Dr. Adalto Pontes. Ele iniciou explicando que o médico sanitarista tem como foco central a coletividade, e não apenas o indivíduo. “Somos o estranho no ninho, a ovelha negra, mas com o tempo explicamos a nossa atuação”, afirmou.
Para contextualizar a importância da especialidade, citou nomes como Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Emílio Ribas, Vital Brazil, Nise da Silveira e Zilda Arns, destacando que muitos…