
Se você se interessa por dietas e hábitos de vida mais saudáveis, provavelmente já ouviu falar da dieta mediterrânea. Apesar de ter se originado longe das terras brasileiras, é totalmente possível incluir na rotina diversos alimentos e práticas – que fazem parte dela – e que beneficiam corpo e mente.
A dieta mediterrânea não é uma invenção moderna ou exclusiva de nutricionistas; ela reflete o estilo de vida tradicional das regiões do Mar Mediterrâneo, que inclui países como Grécia, Itália, França, Espanha e partes do Oriente Médio. Os moradores dessas regiões têm hábitos alimentares caracterizados pelo consumo abundante de alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes, hortaliças, grãos integrais, leguminosas, nozes e azeite de oliva.
Segundo a nutricionista da Unimed Paraná, Simara Stocco, a dieta mediterrânea está associada a uma vida mais saudável devido à composição rica em nutrientes essenciais e antioxidantes. “Esses alimentos ajudam a proteger o corpo contra doenças crônicas e o envelhecimento precoce. Além disso, o baixo consumo de carne vermelha e produtos industrializados promove uma alimentação mais natural e equilibrada”, explica.
A dieta mediterrânea também está ligada às chamadas blue zones, regiões do mundo onde as pessoas vivem mais de 100 anos. Um estudo detalhado pela jornalista Lilian Liang em 2024 no 30º Suespar (Simpósio das Unimeds do Estado do Paraná), mostra que a alimentação é um fator em comum nessas populações centenárias.
Apesar de o Brasil estar longe da expectativa de vida dessas cidades com populações centenárias, a nutricionista Vanessa Ceccatto, da Unimed Paraná, afirma que ao se tratar de alimentação, a dieta mediterrânea não é uma receita que precisamos seguir à risca. “A ideia é manter os princípios, usando o que há de melhor e mais acessível aqui no Brasil”, aconselha.







