
Com promessas de adiar o fim da fertilidade, a injeção anti-menopausa ainda divide cientistas entre sonho e realidade
Imaginem o fim de uma série de sintomas horríveis como fogachos, insônia, depressão, ansiedade, palpitações, incontinência urinária, dores articulares, queda de libido e dezenas de outros? Uma injeção anti-menopausa pode impedir que esse tsunami de desgraças aconteça, apostam cientistas.
A injeção, atualmente em estudo com ratazanas por pesquisadores norte-americanos da Health Tech Oviva, promete imitar um hormônio que geralmente cai nas mulheres depois de elas completarem 25 anos. Isso significa que, quando os níveis deste hormônio despencam por volta dos 45 anos, durante o climatério e a menopausa, o medicamento poderia atrasar essa mudança ou mesmo impedir que ela aconteça completamente.
A injeção que ‘’cancela’’ a Menopausa funciona utilizando o hormônio Anti-Mülleriano (HAM) como base. Quem fez tratamento de fertilização in vitro sabe: essa glicoproteína é um dos marcadores mais importantes da reserva ovariana, ou seja, dos óvulos disponíveis para gerar um bebê.
O hormônio HAM é produzido por um componente próprio do folículo – estruturas nos ovários que abrigam os óvulos- que são as células da granulosa. Vale dizer que a mulher nasce com o número determinado de folículos e vai os consumindo mês a mês em cada novo ciclo menstrual. ‘’Para quem tem a idade da menopausa no seu tempo normal, ou seja por volta de 50 anos, esses folículos estão plenamente exauridos’’, explica o Dr. César Eduardo Fernandes, Professor Titular de Ginecologia da Faculdade de Medicina do Centro Universitário do ABC e Presidente da Associação Médica Brasileira.
O HAM vem da mesma célula granulosa que produz os hormônios estrogênicos, ‘’portanto à medida em que os folículos diminuem, as…







