Associação Médica Brasileira repudia abuso de parlamentares em unidades de saúde do país


Nos últimos dias, a Associação Médica Brasileira (AMB) vem acompanhando e também recebendo algumas denúncias e vídeos, a respeito do acesso de forma violenta e inadequada de alguns vereadores e deputados em unidades de saúde pelo país, coagindo médicos e demais profissionais de saúde, e chegando a alguns casos de violência física.

A AMB vem se a público manifestar indignação e preocupação sobre o comportamento abusivo e desrespeitoso que vem causando constrangimento a médicos e demais profissionais da saúde em seu ambiente de trabalho.

Em geral, essas “visitas” denotam um teor sensacionalista, com o intuito de gerar engajamento nas redes sociais, sem qualquer embasamento ou fundamento técnico para tal atitude.  Isso acaba por prejudicar o trabalho realizado pelos profissionais que atuam nos centros médicos, e, consequentemente, um risco à saúde dos pacientes.

Há casos e imagens em que médicos foram expostos e questionados por esses políticos, por estarem em seu horário de descanso –  previsto na Resolução Cremesp n.º 90, que estabelece que “médicos deverão ter condições que permitam pausas compensatórias e conforto para repouso, alimentação, higiene pessoal e necessidades fisiológicas”.

Temos acompanhado casos em diversos estados, como o de Pernambuco, onde Ministério Público local (MPPE) recomendou, aos Poderes Executivo e Legislativo da cidade de  Tamandaré, onde ocorreu invasão no final de  2024, que adotem as providências necessárias para coibir a entrada arbitrária de vereadores em unidades de saúde, a fim de garantir o respeito às normas sanitárias e resguardar a saúde e integridade física de pacientes e profissionais.  Segundo o MP, a realização de inspeções ou fiscalizações não justifica o acesso irrestrito de parlamentares às unidades de saúde, como explica o Promotor de Justiça Júlio César Elihimas, no texto da recomendação. “A conduta dos vereadores…



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