Os desafios globais da saúde incluem aumento de custos, ineficiência e riscos assistenciais. Constantemente, precisamos atender ajustes dos modelos de gestão para suprir novas demandas. O uso da tecnologia e inovação, por exemplo, foram fundamentais no processo de enfrentamento de crise sanitária. A importância disso foi percebida pela sociedade. Não à toa, houve aumento de 3,1% de clientes nos planos de saúde médico-hospitalar, entre 2021 e 2022, passando de 48,9 milhões de beneficiários para 50,4 milhões. Entretanto, apesar disso, a receita líquida das operadoras diminuiu 2,5%, de R$ 245 bilhões para R$ 239 bilhões. Isso porque os investimentos em qualidade no setor não param, enquanto os desafios se agigantam cada vez mais.
O aumento da demanda por serviços eficientes e seguros, a integração de múltiplos atores e de inúmeros softwares usados no sistema de saúde têm, dia após dia, ampliado a complexidade das operações em saúde. Para se ter ideia, quase 70% de instituições da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados) relatam aumento no uso de tecnologia da informação (analytics, IA, EMR). E a própria telemedicina e o teletrabalho foram implantados para ajudar na classificação da demanda e acompanhamento domiciliar de pacientes em risco.
Os desafios também incluem fragmentação dos cuidados devido à dificuldade na comunicação entre equipes e entre sistemas, por falta, por exemplo, de um repositório eletrônico em saúde (RES), algo que vem sendo desenhado há bastante tempo pelo setor, mas encontra dificuldades porque necessitar de uma anuência de todos os atores da saúde, assim como do próprio beneficiário. Há, ainda, uma certa resistência a mudanças, quando se fala em cultura de segurança, e subnotificações de eventos, além da demanda em implantar um processo de cuidado centrado nas necessidades do…