
A Associação Médica Brasileira (AMB), em parceria com a sua Comissão Nacional de Médico Jovem (CNMJ) e a Associação Paulista de Medicina (APM), desenvolveu a Projeto Anticalote com o objetivo de melhorar o enfrentamento aos diversos casos de calotes que têm ocorrido em diferentes localidades do Brasil.
“Um dos graves problemas enfrentados pela classe médica é a questão da remuneração. Infelizmente o atraso nos pagamentos já é comum, mas muitas vezes isso vai além do atraso. O médico simplesmente não recebe pelos serviços e plantões, o que é muito mais complicado”, explica o diretor da AMB, Dr. Fernando Tallo.
Segundo o presidente da AMB, Dr. César Eduardo Fernandes, a ideia é dimensionar esse grave problema, propor estratégias às vítimas e tomar providências nos casos coletivos. “Nosso departamento jurídico vai avaliar caso a caso, oferecer orientações, e em alguns casos acionar o Ministério Público ou mesmo propor ações coletivas”, explica o Dr. César.
A AMB e a APM vêm acompanhando casos de calote e de atrasos no pagamento de plantões em diferentes regiões do Brasil, situações que têm gerado preocupação entre a classe médica. Para o Dr. Tallo, as denúncias oficiais ainda são poucas e muitos devedores têm saído impunes, transferindo o prejuízo para os profissionais. “Estimamos que os valores cheguem a dezenas de milhares de reais”, avalia ele.
Como participar
Para participar da campanha, basta que o médico ou médica responda a um formulário. O intuito da coleta de dados é o mapeamento dos problemas relacionados à falta ou ao atraso de pagamento enfrentados pelos médicos em todo o país. As ações que serão definidas pelas entidades médicas poderão ser diferentes e dependerão da identificação do impacto coletivo ou individual dos problemas.
O foco dessa ação serão os problemas coletivos e/ou de maior escala, o que não significa que denúncias…