Além do algoritmo: O papel do que é essencialmente humano na aplicação eficiente das tecnologias

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2026-01-19 | 21:05h
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2026-02-28 | 02:17h
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Saúde Debate
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Se a palestra de abertura focou o futuro do trabalho, o painel “Liderança Feminina na Transformação Digital da Saúde” explorou seus impactos no presente. Moderado por Claudia Moro, da PUCPR, o debate costurou três perspectivas que parecem distantes, mas se mostraram interdependentes: a engenharia de dados, a medicina do sono e a psicologia comportamental. A conclusão foi unânime: a tecnologia não é mágica, mas sim, ferramenta — e não pode ser dissociada de o papel do que é essencialmente humano.

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Ariane Reisier

A discussão começou desmistificando a “caixa preta” da tecnologia, como descrita pela engenheira Ariane Reisier, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Apesar da aura quase mística que a cerca, a inteligência artificial não possui sentimentos ou consciência. “Sonhar é uma condição humana, não da IA”, afirma. Para a engenheira, essa compreensão é fundamental: inteligências artificiais são matemática. “O futuro é matemática.”

Os algoritmos operam com base em probabilidades a partir de conjuntos massivos de dados. É nesse contexto que surge um alerta crítico: dados do MIT (Massachusetts Institute of Technology) mostram que 95% dos projetos-piloto de IA generativa nas empresas falham. Muitas empresas tentam implementar tecnologias complexas baseadas em palpites, ignorando que a IA reflete os vieses de quem a treina e que, primeiro, o problema humano precisa ser entendido para que o dado tenha valor.

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Mônica Andersen

A necessidade de condução humana e o impacto dos vieses também foram explorados na fala da médica Mônica Andersen, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ela abordou o cenário do sono no Brasil, país que é líder mundial na produção de conhecimento na área, mas cuja população dorme mal: 40,6% dos paulistanos sofrem de apneia obstrutiva e 32% das mulheres se queixam de insônia….



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