A quinta edição do Rio Innovation Week, considerado o maior evento de inovação da América Latina, foi palco de um debate estratégico sobre como transformar ideias e tecnologias em soluções concretas que cheguem aos pacientes. No dia 14 de agosto, o Dr. Carlos Gil Ferreira, diretor médico da Oncoclínicas&Co, e presidente do Instituto Oncoclínicas, liderou o painel “Inovação gerando acesso”, reunindo autoridades do setor público e privado para discutir modelos que aceleram a chegada de novos tratamentos à população.
Leia também – Principal evento de tecnologia e inovação na saúde da América Latina, Healthcare Innovation Show chega à 11ª ediçãoAMP
O painel contou com a presença do secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz; Leandro Fonseca, ex-presidente da ANS e executivo da Novartis; e Stephen Stefani, oncologista da Oncoclínicas e referência nacional em medicina baseada em valor e incorporação de tecnologias na oncologia. O encerramento foi realizado de forma holográfica pelo Dr. Rodrigo Dienstmann, diretor de genômica e Big Data da Oncoclínicas, reconhecido como uma das maiores autoridades mundiais em dados de mundo real e medicina de precisão.
Segundo Gil, a discussão teve como ponto de partida iniciativas já implementadas na Oncoclínicas. “A criação de um modelo de avaliação de tecnologia em saúde, em 2019, junto à divisão do corpo clínico por especialidades, nos permitiu desenvolver um olhar mais crítico sobre o potencial de cada incorporação, seu impacto orçamentário e como medir resultados ao longo do tempo. A ideia foi expandir essa experiência e levar o debate para outros modelos”, afirma.
O médico destaca que a proposta foi além de falar sobre tecnologia. “Nós discutimos a inovação não só no sentido tecnológico, mas também no processo, no modelo de financiamento e em novas formas de organização que permitam que essas inovações cheguem à ponta, beneficiando pacientes do setor privado e do sistema público de saúde”, explica.
Para Gil, a presença de lideranças de diferentes segmentos foi essencial para avançar nesse desafio. “Precisávamos juntar gestores públicos e privados, especialistas em regulação, líderes da indústria e pesquisadores de ponta”.
Com a presença de milhares de participantes, o Rio Innovation Week colocou a saúde como um dos eixos centrais do evento. “Talvez a grande discussão desta edição tenha sido sobre a nossa capacidade, como país, de gerar inovação em saúde e transformá-la em produtos e processos que melhorem desfechos. É esse impacto que, no fim, importa para o paciente”, conclui Gil.
*Informações Assessoria de Imprensa