Em um mundo cada vez mais conectado onde as pessoas vivem uma rotina estressante em casa, no trabalho ou na escola, a medicina do estilo de vida surge como uma saída para aliviar as tensões do dia a dia, abrindo um novo campo de atuação para os profissionais de saúde em uma área cuja tendência é de crescimento da demanda.
Nesse sentido, o Centro de Medicina do Estilo de Vida (CMEV) da Faculdade de Medicina da USP em parceria com o HCX, braço educacional e de gestão do conhecimento do HCFMUSP, desenvolveram um Curso de Atualização sobre Medicina do Estilo de Vida com o objetivo de capacitar profissionais de saúde para aplicar conceitos, estratégias e técnicas para promover a mudança de comportamentos de saúde na prática clínica de forma efetiva.
Referência na área, o Centro de Medicina do Estilo de Vida da Faculdade de Medicina da USP, fundado em 2021, trabalha com promoção de estilos de vida que leva em consideração o contexto social das pessoas na prescrição e na recomendação de eventuais mudanças comportamentais que possam melhorar a saúde e o bem-estar do indivíduo, ou seja, atua com um arcabouço teórico mais abrangente e consistente que os cursos existentes no mercado atualmente, segundo Bruno Gualano, professor da FMUSP e presidente do CMEV.
Além de um referencial sociológico e filosófico robusto, o curso difere bastante do que as pessoas enxergam como medicina do estilo de vida e que tem sido comercializado no mercado de maneira geral. “Nossa abordagem”, explica Gualano, “baseia-se no entendimento de que a mudança de comportamento deve ser trabalhada a partir da análise do contexto social em que o indivíduo vive e só a partir dessa avaliação definir qual tipo de abordagem deve ser adotada. Não basta apenas a conscientização da necessidade de mudança, e sim adotar uma abordagem comportamental dentro do contexto social concreto”.
Exemplo concreto
Muitas vezes a medicina estilo de vida é mais utilizada como ferramenta por pessoas que procuram o profissional espontaneamente para mudar o seu estilo de vida. Mas, o profissional poderá lidar também com pessoas em situação de vulnerabilidade ou, por exemplo, mães trabalhadoras que precisam mudar seu estilo de vida. Obviamente que a prescrição será totalmente diferenciada e adaptada ao modo de vida daquela pessoa de acordo com seu contexto social, o local onde ela mora, qual a situação socioeconômica etc. Apesar dos desafios para trabalhar com população carente, por exemplo, existem saídas, existem possibilidades e elas podem ter um estilo de vida mais saudável, afirma o especialista.
Segundo Gualano, a medicina do estilo de vida, é uma área em franca ascensão, especialmente pelo fato de que hoje sabemos a importância da prevenção de doenças crônicas e a medicina do estilo de vida já vem sendo hoje empregada para prevenção de doenças. E mesmo pessoas que têm condições crônicas já se beneficiam de mudanças de comportamento também melhorando sua qualidade de vida. Por exemplo, se a pessoa tem diabetes do tipo 2 ou hipertensão e passa a fazer atividade física, ela controla melhor a doença e, consequentemente, melhora a sua qualidade de vida, conclui o médico.
As inscrições para participação do curso podem ser feitas no site do HCX, conforme link:
https://ensino.hcxfmusp.org.br/online/como-trabalhar-a-mudanca-de-comportamento-na-pratica-clinica/p
*Informações Assessoria de Imprensa