A economia do cuidado vem ganhando destaque como uma das transformações mais urgentes e estratégicas nos últimos anos, principalmente após a pandemia. Em um cenário marcado pelo envelhecimento da população, aumento de doenças crônicas e pelas desigualdades sociais, cuidar deixou de ser apenas uma responsabilidade individual e tornou-se uma prioridade coletiva e parte essencial do desenvolvimento social e econômico no país, impactando diretamente a geração de empregos e o bem-estar geral da população. Nesse contexto, muitas organizações têm investido em iniciativas voltadas à formação em saúde e bem-estar. O Instituto Reciclar é um exemplo dessa atuação.
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Apostando no cuidado como caminho de transformação social e construção de futuros mais equitativos, o Instituto Reciclar desenvolve projetos de formação técnica na área da saúde. Desde 2017, a organização voltada para a inclusão produtiva de jovens em vulnerabilidade social mantém uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein para oferecer o financiamento de cursos técnicos em saúde na Escola Técnica do Einstein. Para formar profissionais capacitados e preparados para os desafios do mercado, o Instituto estimula, desde o primeiro ano, o foco em saúde mental e o desenvolvimento de competências socioemocionais como comunicação, empatia e autocuidado, habilidades essenciais para quem deseja atuar no setor.
“A parceria técnica com a instituição de saúde referência no Brasil tem como foco propiciar uma formação técnica de qualidade aos jovens atendidos pelo Reciclar. Com esse apoio educacional, além da inclusão desses estudantes, geramos um ciclo positivo que contribui para a taxa de empregabilidade e qualificação profissional em um setor de alta demanda no mercado de trabalho atual”, explica Carlos Henrique Lima, diretor executivo do Instituto Reciclar.
Segundo ele, a estratégia do Programa Educacional do Reciclar é oferecer, ao longo de três anos, uma formação técnica e socioemocional estruturada para jovens de 16 a 19 anos. O primeiro ano é dedicado à ampliação do repertório profissional, com visitas a instituições parceiras e contato com diversas áreas para que, a partir dessa experiência, os estudantes possam escolher o curso técnico que desejam seguir. Nos anos seguintes, aqueles que optam pela área da saúde, participam do processo seletivo regular do Einstein e, se aprovados, têm sua formação técnica financiada pelo Instituto, levando toda a bagagem, expertise e renome que o Hospital Israelita traz.
Histórias como a de Tamires Couto e Ezequias Douglas demonstram o impacto desse projeto. Tamires, hoje com 23 anos, chegou a São Paulo vinda do Norte do Brasil com a mãe e três irmãos. Filha de uma mãe solo, enfrentou diversos desafios ao se adaptar à nova realidade. Muito tímida no início, encontrou no Reciclar um espaço seguro para se expressar, ganhar confiança e desenvolver suas habilidades. Após ingressar no curso técnico de análises clínicas com apoio do Instituto, concluiu a graduação em Farmácia e atualmente atua como laboratorista no Hospital Israelita Albert Einstein.
Já Ezequias, de 19 anos, participou do programa educacional entre 2022 e 2024, formou-se como técnico em enfermagem e hoje integra a equipe da unidade semi-intensiva coronariana do Einstein, onde segue em desenvolvimento profissional. São trajetórias que mostram como o acesso à formação de qualidade pode abrir caminhos reais para que jovens construam carreiras consistentes na área da saúde.
“A inclusão produtiva desses jovens tem um papel fundamental de não apenas garantir apoio diante da vulnerabilidade social atual, mas de garantir a presença duradoura desses profissionais no mercado de trabalho e, a partir disso, uma efetiva transformação social, familiar e econômica no futuro”, completa Carlos. Atualmente, o Instituto Reciclar possui aproximadamente 70 jovens que estão sendo formados na área da saúde e muitos dos profissionais que já concluíram os estudos foram contratados e hoje atuam nos diversos hospitais de referência em SP e em todo o Brasil.
*Informações Assessoria de Imprensa