Cine Debate de outubro aborda o filme “Um homem, uma mulher”


Na última sexta-feira, 23 de outubro, a Associação Paulista de Medicina recebeu o público para a exibição do filme francês “Um homem, uma mulher”, de 1966, do diretor Claude Lelouch, em seu Cine Debate. A obra conta a história de Anouk Aimée e Jean-Louis Trintignant, dois viúvos que, juntos, tentam superar o luto e redescobrir o amor.

Nesta edição, o foco do debate foi pautado no tema “Uma história de amor” e trouxe a participação de Wimer Bottura Júnior, coordenador da ação promovida pela APM, e os debatedores Marina Miranda, psicóloga e psicanalista, e Jeffis Carvalho, editor de cinema do Estado da Arte do Estadão, jornalista e roteirista.

Detalhes

Marina Miranda recordou que Claude Lelouch, por meio deste longa, procurou ressaltar o trabalho exercido pelos psicanalistas, que precisam saber a história das pessoas, seus sentimentos, o que viveram e se houve questões traumáticas intensas, contribuindo para a dificuldade na construção de vínculos. Ela explicou que “Um homem, uma mulher” surgiu em um momento em que o diretor enfrentava um período de muita vulnerabilidade profissional, devido ao fracasso de seu filme anterior, “Les grands moments”.

“Lelouch pega o carro dele e faz esse caminho que é mostrado no início do filme, na beira do mar. Ele pega o carro justamente para poder entender o que estava acontecendo com ele e se sentir um pouco melhor, porque ele estava muito abatido e muito deprimido. E é interessante como o carro, que é um dos protagonistas do filme, justamente fez com que ele sentisse um refúgio dentro dessa dor. Aquilo sinalizou uma vida nova para ele e aí ele resolve contar uma história baseada em sua experiência pessoal, que estava vivendo ali, e assim nasce o filme”, contou.

A psicanalista também destacou que o roteiro da obra não foi passado aos atores, no intuito de tornar as…



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