
Dor, inchaço persistente, sensação de peso e alterações na pele podem permanecer mesmo depois da fase inicial do tratamento. Em outros casos, o paciente pode apresentar um novo episódio ao longo da vida, especialmente quando fatores de risco continuam presentes.
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Em 13 de outubro, quando é lembrado o Dia Mundial da Trombose, o cirurgião vascular e endovascular da Rede Medical, Guilherme Olmedo, fala sobre a importância do acompanhamento após o diagnóstico. Segundo ele, entender por que o problema aconteceu é fundamental para avaliar o risco de recorrência e orientar medidas de prevenção.
“A recorrência depende de vários fatores, como histórico familiar, presença de doenças associadas, imobilidade, câncer, uso de hormônios e características individuais de cada paciente. Por isso, o risco não pode ser avaliado da mesma forma para todos”, avalia.
Uma das possíveis consequências é a síndrome pós-trombótica, condição que pode surgir meses ou até anos depois e provocar dor, inchaço, sensação de peso, alterações na pele e desconforto persistente no membro afetado.
O cuidado não termina após a fase inicial
O acompanhamento médico ajuda a definir por quanto tempo o paciente precisa utilizar anticoagulantes, identificar fatores que aumentam o risco de novos eventos e avaliar a necessidade de outras medidas ao longo do tempo.
Manter-se ativo, controlar o peso, evitar longos períodos de imobilidade e seguir corretamente as orientações médicas fazem parte desse cuidado. Em algumas situações, também pode haver indicação de meias de compressão ou outras estratégias específicas.
“Ter passado por esse quadro não significa que o paciente necessariamente terá outro episódio. Mas é importante investigar a causa, entender quais fatores de risco permanecem e manter o acompanhamento adequado”, pondera.
Sinais que merecem atenção
O reaparecimento de dor ou inchaço, aumento da temperatura da perna, alteração na coloração da pele ou piora súbita dos sintomas precisa ser avaliado. Falta de ar, dor no peito, tontura ou desmaio exigem atendimento imediato pelo risco de embolia pulmonar.
A recorrência também pode acontecer mesmo depois de um período sem sintomas, o que torna importante manter o seguimento nos casos em que existem fatores predisponentes.
“Depois do tratamento inicial, o paciente não deve considerar o problema totalmente encerrado. O cuidado precisa continuar, principalmente quando existem fatores de risco persistentes ou sintomas que voltam a aparecer”, acrescenta Guilherme Olmedo.
*Informações Assessoria de Imprensa








