A Academia de Medicina de São Paulo (AMSP) realizou, na última quarta-feira (9), sua tradicional tertúlia acadêmica mensal. O encontro aconteceu na sede da Associação Paulista de Medicina, em formato híbrido. O convidado desta edição foi o psiquiatra e presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), Antonio Egidio Nardi, que ministrou a palestra “O suicídio nos filmes”, em alusão à campanha Setembro Amarelo.
Helio Begliomini, presidente da AMSP, saudou os presentes, enquanto Edmund Chada Baracat, vice-presidente da instituição, apresentou a trajetória do palestrante. Antonio graduou-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também concluiu o mestrado e o doutorado em Psiquiatria. É membro titular da ANM desde 2012 e ocupou a vice-presidência da instituição no período de 2024 a 2025, função que já havia exercido entre 2017 e 2019. De 1998 a 2017, coordenou o Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.
Atualmente, coordena o Laboratório de Pânico e Respiração e o Ambulatório de Depressão Resistente do Instituto de Psiquiatria da UFRJ – ambos fundados por ele -, além de atuar como pesquisador “Nosso Estado” pela FAPERJ (de 2016 a 2030) e editor-chefe do Brazilian Journal of Psychiatry. O especialista já publicou mais de 980 artigos científicos, ultrapassou 85 capítulos de livros e orientou 24 pós-doutorados, 45 teses de doutorado e 45 dissertações de mestrado.
Ao traçar um breve histórico sobre o tema, o palestrante destacou que o registro mais antigo a respeito do suicídio foi do faraó egípcio Ramsés II, que relatou a morte simultânea de dois irmãos. Outro caso emblemático é o de Sócrates, condenado pela Justiça grega ao suicídio, situação em que a própria lei obrigava o indivíduo a tirar a própria vida.
O médico observou…





