
O Brasil já é o quinto maior mercado global de biossimilares e lidera a América Latina em registros aprovados pela agência regulatória nacional. Em 2024, os biológicos, classe que inclui anticorpos monoclonais usados no combate ao câncer, à artrite reumatoide e ao diabetes, entre outras condições, movimentaram R$ 48,5 bilhões no país, alta de 25,9% em relação ao período anterior, segundo o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico. O segmento cresce 14% ao ano e já representa 30% do faturamento total do setor.
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Esse cenário está prestes a se intensificar pois estima-se que cerca de mil patentes de biofármacos venham a expirar até 2030, abrindo espaço para os biossimilares, variantes altamente parecidas de medicamentos biológicos que hoje custam dezenas de milhares de reais por tratamento. A expectativa é de redução de até 50% no valor final ao paciente, o que deve ampliar exponencialmente o volume de terapias distribuídas no país.
Diferente das alternativas genéricas mais comuns, que reproduzem moléculas simples por síntese química, os biossimilares são obtidos a partir de organismos vivos, como células e bactérias, o que torna sua produção muito mais complexa e sujeita a variações.
O que pouco se discute nesse contexto é a meticulosidade do fluxo que acompanha esse aumento. Justamente por conta do processo de fabricação, esses insumos exigem controles rigorosos em toda a jornada, desde a saída da fábrica até a aplicação, porque são substâncias sensíveis a alterações de umidade, luz e temperatura, com janelas de validade estreitas e protocolos de manuseio que demandam bases operacionais específicas em todas as etapas.
É nesse ponto que a Temp Log, única empresa de cadeia fria do Brasil especializada no transporte de produtos para a medicina estética, vê uma transformação estrutural em curso. “O avanço dos biossimilares não é apenas uma revolução no acesso a terapias, mas também logística. Estamos falando de um volume crescente de substâncias de altíssimo valor agregado, que não toleram improviso em nenhuma etapa da distribuição. A infraestrutura precisa estar pronta antes da demanda chegar”, afirma Ricardo Canteras, diretor Comercial e de Operações da empresa, com mais de 35 anos de atuação no segmento.
A expansão desse mercado também representa um desafio de capilaridade. Um dos argumentos mais relevantes para a entrada desses medicamentos equivalentes é justamente o potencial de democratizar o acesso a tratamentos que hoje chegam apenas a grandes centros urbanos. Para que isso aconteça na prática, a rede de entrega precisa alcançar regiões onde as instalações especializadas ainda são escassas, o que exige planejamento logístico robusto e parceiros habilitados para funcionar em todo o território nacional.
Com 63 registros aprovados e outros 18 princípios ativos em análise, o cenário nacional caminha para um salto relevante nesse universo. O movimento já é sentido nos números: entre 2020 e 2024, as vendas de biossimilares por fabricantes associados à PróGenéricos cresceram 1.589% em unidades. A pergunta que o setor começa a se fazer é se a estrutura de fornecimento estará à altura desse ritmo.
*Informações Assessoria de Imprensa
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