Hospitais avançam em sustentabilidade para reduzir desperdícios e aumentar a segurança do paciente

segurança hospitalar
(Foto: Freepik)

Sustentabilidade deixou de ser uma pauta exclusivamente ambiental para se tornar uma estratégia de gestão nos hospitais, contribuindo para reduzir desperdícios, aumentar a eficiência operacional e fortalecer a segurança do paciente. O movimento acompanha uma preocupação crescente do setor de saúde, responsável por cerca de 5% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia também – Economia de até R$ 4,5 mil por ano: Buscas por planos disparam 2.200% em um mês

Celebrado neste 2 de julho, o Dia do Hospital reforça essa discussão ao destacar o papel das instituições na construção de um sistema de saúde mais eficiente, resiliente e preparado para os desafios do futuro. Mais do que reduzir impactos ambientais, iniciativas sustentáveis vêm contribuindo para melhorar processos, otimizar recursos e elevar a qualidade da assistência.
Esse foi um dos principais temas debatidos durante o 1º Fórum de Sustentabilidade do Vera Cruz e Hospital Care, realizado em junho pelo Comitê GHI (Global Health Impact), que reuniu especialistas e lideranças para discutir como critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) podem gerar benefícios concretos para pacientes, colaboradores e para a gestão hospitalar.

Segundo Gabriel Redondano, diretor técnico médico do Vera Cruz Hospital e presidente do Comitê GHI, a sustentabilidade passou a fazer parte da estratégia das instituições de saúde. “Mais do que uma tendência, a sustentabilidade é uma necessidade estratégica para os hospitais. Ela envolve responsabilidade ambiental, eficiência operacional, transformação digital, impacto social e a construção de um sistema de saúde mais resiliente para as próximas gerações. Quando incorporamos esses princípios à rotina da instituição, melhoramos processos, reduzimos desperdícios e fortalecemos a qualidade e a segurança da assistência”, declarou.

No Vera Cruz Hospital, essa estratégia já vem sendo traduzida em iniciativas práticas. Uma delas é a implantação do modelo paperless, que digitalizou prontuários e documentos clínicos, proporcionando maior integração entre as equipes, acesso mais ágil às informações e mais segurança para o atendimento. Além dos ganhos assistenciais, a iniciativa reduziu significativamente o consumo de papel. Apenas no pronto-socorro, a economia corresponde à preservação estimada de cerca de 100 árvores por ano.
Outra iniciativa é o projeto “Aqui Nasce Uma Vida”, desenvolvido em parceria com o Grupo Care Anestesia e a ONG Copaíba. A cada nascimento, as famílias são convidadas a participar do plantio de uma árvore destinada ao reflorestamento de áreas de mata ciliar, transformando um momento marcante em uma ação concreta de recuperação ambiental e conscientização.
Para Redondano, sustentabilidade é resultado de uma cultura organizacional que envolve todas as áreas do hospital. “Estamos falando de pessoas, processos e inovação. Cada melhoria implementada para reduzir desperdícios, otimizar recursos ou tornar os fluxos mais eficientes impacta diretamente a experiência do paciente e o trabalho das equipes. Sustentabilidade é uma forma de cuidar melhor”, afirmou o diretor técnico médico.
Além dos resultados ambientais, a digitalização de processos, a revisão de fluxos e o uso racional dos recursos fortalecem a eficiência operacional e consolidam uma cultura de melhoria contínua. Em um cenário em que hospitais são chamados a conciliar excelência assistencial, responsabilidade socioambiental e sustentabilidade econômica, essas iniciativas demonstram que inovação e gestão caminham lado a lado.
“O maior desafio é fazer com que a sustentabilidade esteja presente em todas as decisões estratégicas e operacionais da instituição. Não é um projeto com começo, meio e fim, mas um compromisso permanente com a sociedade, com os pacientes e com o futuro da saúde. No Vera Cruz Hospital, seguimos investindo em inovação, digitalização e projetos de impacto socioambiental porque acreditamos que cuidar das pessoas também significa cuidar dos recursos e das próximas gerações”, conclui Gabriel Redondano.

*Informações Assessoria de Imprensa

Confira mais notícias de Negócios & Mercado no Saúde Debate