
Na manhã do segundo dia do 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral da AMB, o painel “Telemedicina e telessaúde: como avaliar efetividade?” discutiu os avanços e limites da assistência remota na atenção primária, nas especialidades médicas e no ambiente hospitalar. A atividade foi coordenada pela Dra. Ana Claudia Pinto, mestre e doutora, fundadora da startup Find AI.
Ao abrir a mesa, Ana Claudia apresentou os convidados: Dr. Carlos Pedrotti, presidente do Conselho de Administração da Saúde Digital Brasil; do Dr. André Cassias, gerente médico de Cuidados Integrados da Saúde Digital Grupo Fleury; e do Dr. Rogério Carvalho, gerente médico e de desenvolvimento institucional do Hospital Infantil Sabará.


Durante a discussão, os especialistas defenderam que a telemedicina não deve ser tratada como uma solução isolada, mas como parte de uma jornada assistencial bem estruturada. O modelo, segundo eles, pode ampliar o acesso, fortalecer a atenção primária como porta de entrada, apoiar a atuação de especialistas em regiões com menor oferta médica e reduzir deslocamentos desnecessários, especialmente em pacientes com maior complexidade.
Para André Cassias, a ferramenta ajuda a resgatar o vínculo entre médico, equipe de saúde e paciente. “Com essa ferramenta superpotente que é a telemedicina, a gente consegue acompanhar o nosso paciente à distância, aquele paciente que a gente quer ter um vínculo, uma proximidade, e consegue fazer uma porta de entrada em qualquer situação que ele tenha”, afirmou.
Já Carlos Pedrotti reforçou que a efetividade depende da clareza sobre o problema que se pretende resolver. “Telemedicina é uma solução logística. Toda vez que você pensar em telemedicina como uma solução, você tem que pensar o que ela está resolvendo. É um problema logístico ou não? Se não for, não vai funcionar”, disse.
Os debatedores também alertaram para riscos do uso…











