
O uso de células-tronco tem avançado de forma significativa na medicina regenerativa e despertado o interesse de pacientes em busca de tratamentos mais modernos e personalizados nos últimos anos. Mas junto com esse avanço, uma dúvida é recorrente: existe risco de rejeição após o uso de células-tronco?
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De acordo com o Ortopedista Luiz Felipe Carvalho, a resposta depende diretamente do tipo de célula utilizada no procedimento.
“Quando trabalhamos com células-tronco autólogas, ou seja, as que são retiradas do próprio paciente, o risco de rejeição é inexistente, porque o organismo reconhece esse material como seu próprio”, explica.
Diferença entre células próprias e células de doadores
As células-tronco podem ser classificadas de acordo com a sua origem. As chamadas autólogas são coletadas diretamente do próprio corpo do paciente, geralmente da medula óssea ou do tecido adiposo, por exemplo.
“No caso das células adultas de outra pessoa, como no caso do transplante de medula óssea, existe sim a possibilidade de reação imunológica. Por isso, é fundamental um controle rigoroso, seleção adequada do material e acompanhamento médico especializado”, ressalta o especialista.
Por que a rejeição pode acontecer
A rejeição ocorre quando o sistema imunológico identifica as células como estranhas e tenta combatê-las. Esse processo é mais comum em terapias que utilizam células de doadores, especialmente se não houver compatibilidade adequada ou protocolos bem definidos.
“A medicina já dispõe de estratégias para reduzir drasticamente essas reações, como testes prévios, monitoramento contínuo e, em alguns casos, uso de terapias complementares para modular a resposta imunológica”, afirma.
Segurança e avaliação individual
Antes de qualquer procedimento com células-tronco, a avaliação individual do paciente é essencial. Histórico clínico, condições de saúde e o objetivo do tratamento influenciam diretamente na escolha do tipo de célula mais adequada.
“O sucesso da terapia celular não depende apenas da célula em si, mas de todo o protocolo envolvido durante o tratamento. Segurança e personalização caminham juntas para um procedimento de sucesso”, pontua o ortopedista.
“As células-tronco representam um avanço importante, mas precisam ser utilizadas com critério científico, ética e acompanhamento adequado”, conclui Luiz Felipe Carvalho.










