
A união de pessoas que se organizam de forma voluntária e democrática para atender necessidades comuns mais que a definição do cooperativismo é a sua essência. Isso significa gestão compartilhada, busca não apenas de resultados econômicos, mas benefícios sociais, desenvolvimento sustentável e valorização humana no sistema de saúde. Quando se fala em saúde, e em cooperativismo em saúde, é importante destacar que os desafios nessa área também estão diretamente ligados ao cenário nacional. A instabilidade econômica e política, as inseguranças jurídicas e regulatórias e o avanço das doenças crônicas, especialmente oncológicas e neurológicas, formam um quadro complexo.
Além disso, há o impacto das novas tecnologias e terapias de alto custo. As terapias gênicas/genéticas, por exemplo, chegam a valores superiores a R$ 7 milhões por paciente. Essa incorporação constante eleva a chamada inflação médica e reforça a necessidade de equilíbrio entre o que se oferece e o que a sociedade pode financiar. Nos últimos anos, também observamos uma mudança importante nas faixas geracionais: crianças e adolescentes passaram a demandar muito mais assistência com terapias especiais, antes raras. Paralelamente, o envelhecimento populacional amplia ainda mais a pressão sobre o sistema de saúde.
Sabemos que os investimentos no cuidado nos três níveis de atenção têm características próprias. Embora tenham diferenças na forma de manejo do cuidado, quando se trata da saúde pública e da suplementar de modo geral, as definições dos termos são as mesmas. No nível primário, está a baixa complexidade, trata-se da prevenção, manutenção do bem-estar e procedimentos básicos; no secundário, está o nível intermediário, em que acontece a média complexidade, em que se lida com problemas que não puderam ser resolvidos no nível primário; e no nível terciário, encontram-se as manobras mais invasivas e/ou intensivas, de alta…











