A situação é considerada crítica e tem sido classificada pelas entidades como uma crise humanitária. Em diferentes estados, clínicas de diálise relatam dificuldades crescentes para manter suas atividades, comprometendo a continuidade do tratamento de milhares de pacientes renais crônicos dependentes de terapia dialítica para sobreviver.
O principal fator apontado é a defasagem dos valores de custeio da terapia renal substitutiva, que já ultrapassa 35% em relação aos custos reais do serviço, segundo estudo técnico elaborado pela Planisa, conforme solicitação da SBN e ABCDT. Esse desequilíbrio financeiro, acumulado ao longo de anos sem reajustes adequados, tem levado unidades a operarem no limite da sustentabilidade.
Apesar das sucessivas reuniões e manifestações de preocupação encaminhadas ao Ministério da Saúde, ainda não houve uma proposta efetiva que garanta a recomposição do custeio de forma compatível com a realidade atual dos serviços.
Durante a reunião extraordinária, as duas entidades alinharam ações conjuntas para ampliar o diálogo institucional e mobilizar parlamentares, gestores públicos e órgãos de controle, visando soluções emergenciais e estruturantes. Também foram discutidas estratégias para comunicação com a sociedade civil, reforçando a importância da diálise e a urgência de medidas que assegurem sua continuidade no SUS.
A SBN e a ABCDT reafirmaram, ao final do encontro, o compromisso com o diálogo institucional, mas enfatizaram que a…







