O câncer de gástrico é um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. Com números crescentes de novos casos a cada ano, essa enfermidade compromete vidas e impacta famílias inteiras. Para enfrentar essa realidade, a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) promove a Campanha Setembro Rubi 2025, unindo ciência, acolhimento e mobilização social. O movimento tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado do câncer gástrico.
O contexto no Brasil
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 21.480 novos casos anuais de câncer de estômago entre 2023 e 2025, sendo 13.340 em homens e 8.140 em mulheres. Essa neoplasia ocupa a quinta posição entre os tipos mais frequentes no país. Em 2020, foram 13.850 óbitos registrados, evidenciando a gravidade da doença【INCA】.
A prevalência é mais elevada na Região Sul, e está associada a fatores de risco como a infecção por Helicobacter pylori (H. pylori), o consumo excessivo de sal, alimentos ultraprocessados e defumados, além de tabagismo, consumo de álcool, idade avançada e histórico familiar【A.C.Camargo Cancer Center】.
A importância da prevenção
A boa notícia é que o câncer gástrico pode ser prevenido em muitos casos e, quando diagnosticado precocemente, apresenta maior chance de cura.
- Exames preventivos: o teste respiratório para H. pylori é simples e indolor, enquanto a endoscopia digestiva com biópsia permite identificar alterações iniciais, aumentando a eficácia do tratamento.
- Mudanças no estilo de vida: uma dieta rica em frutas, verduras e fibras, com redução do consumo de sal e ultraprocessados, aliada à prática regular de atividade física, é essencial.
- Atenção aos sinais de alerta: dor abdominal persistente, perda de peso sem causa aparente, náuseas e desconforto contínuo devem levar a…











