
Na vida do cirurgião vascular Alessandro Michaelis, a paixão ronca forte e tem a beleza nostálgica dos carros antigos. Formado em 1997 e com uma sólida trajetória de 20 anos na Unimed, onde hoje ocupa o cargo de diretor-superintendente da Unimed Paranaguá, Michaelis encontra nas máquinas do passado um elo afetivo com sua história familiar, especialmente com a figura paterna.
“Desde meus primeiros anos de vida, tenho em minha mente a imagem do Ford modelo Roadster ano 1929 do meu pai. Quando meu pai ligava o ‘Fordinho’, eu parava tudo e ia correndo me encontrar com ele na garagem. Lá ele me contava muitos segredos e peculiaridades do carro”, recorda o médico. Eram nesses encontros que a magia dos detalhes, como a partida na manivela e o curioso “banco da sogra”, capturava a imaginação de Michaelis. A admiração cresceu junto à vontade de dirigir, o que logo se tornou realidade sob a atenta supervisão do pai, Wilmar Otto Michaelis.
“Ele sempre dizia que eu tinha que ter ‘carinho e sensibilidade para dirigir o carro e usar todos os sentidos para entender seus muitos segredos’”, relembra.

Fordinho durante um desfile cívico em Paranaguá e foi dada
como presente por um paciente alguns anos atrás
De seu acervo, dois veículos carregam consigo ótimas lembranças do pai: o “Fordinho” e o VW Fusca de 1962. Para ter o Ford 1929, Otto Michaelis viveu uma saga. “Meu pai andou muito pelo interior do estado tentando encontrar um carro com originalidade e potencial para restauração, mas na maioria das vezes os carros estavam em más condições. A saída que ele encontrou foi comprar dois carros e utilizar as melhores peças para conseguir montar um”, conta.

compartilhando momentos preciosos no Ford Roadster de 1929
Ele recorda com orgulho dos desfiles cívicos nos quais o Ford participava, e…







