Brasil supera média global em maturidade digital no ambiente de trabalho, mas 41% das empresas ainda enfrentam desafios

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(Foto: Freepik)

A Zoho Corporation, empresa global de tecnologia, divulgou os principais resultados da pesquisa “Tendências na Transformação Digital do Ambiente de Trabalho 2025”. O estudo contou com a participação de 4.900 trabalhadores em diferentes países do mundo e buscou avaliar os níveis de maturidade digital dos locais de trabalho e os principais desafios de empresas e funcionários na jornada de transformação digital e adoção de tecnologias e processos de colaboração, produtividade e segurança. No Brasil, o estudo contou com mais de 350 respondentes, entre funcionários de empresas de diferentes tamanhos e setores.

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De acordo o estudo, o Brasil alcançou um índice de maturidade digital de 62,5, o que o coloca no Nível 3, que representa empresas com processos digitais bem definidos, alinhados aos objetivos organizacionais e com uso estruturado de ferramentas tecnológicas. Esse patamar está ligeiramente acima da média global, de 62,3. No entanto, ainda está atrás de regiões como Oriente Médio e Africa (MEA) e Ásia-Pacífico (APAC), que registraram médias de 64,6 e 63,2, respectivamente.

Contudo, enquanto algumas organizações demonstram avanço na digitalização de processos, cerca de 41% das empresas brasileiras permanecem no Nível 2, formado por negócios que ainda estão em fase de padronização na implementação de tecnologias, o que evidencia desafios na adoção de ferramentas digitais e na segurança cibernética.

“Os dados indicam que o Brasil tem um potencial significativo para avançar na transformação digital, mas ainda enfrenta gargalos importantes, especialmente na integração de ferramentas integradas de colaboração e protocolos de segurança bem definidos”, afirma Fernanda Bordini, gerente de marketing da unidade de negócios de colaboração e produtividade da Zoho Brasil. “A adoção de ferramentas modernas no local de trabalho pode ser um desafio, mas é um passo crucial para organizações de todos os tamanhos escalarem a transformação digital e melhorarem a experiência dos funcionários.”.

Principais achados da pesquisa

O setor de tecnologia lidera a maturidade digital no Brasil, com índice de 65,8 e nível 3 avançado, seguido pelas áreas de governo e financeiro, que operam no nível 3 inicial. Saúde, Educação, Varejo e Manufatura estão no Nível 2 avançado, enquanto Hotelaria e Logística permanecem no Nível 2 inicial, principalmente devido à baixa maturidade em áreas e protocolos ligados à segurança da informação, colaboração entre equipes e integração no local de trabalho.

No que se refere à maturidade da força de trabalho, cerca de 28% dos trabalhadores brasileiros estão nos níveis mais avançados de maturidade digital, graças à adoção de ferramentas e processos modernos. É um resultado que supera a média global. Entretanto, 51% dos respondentes estão em transição para o nível 3, e 21% ainda operam no nível 2.

O estudo também destaca diversos modelos de trabalho e revela como a maturidade dos funcionários é impactada por cada um. O modelo de trabalho remoto e híbrido, devido a flexibilidade na adoção de ferramentas e processos personalizados, apresentam maior maturidade no local de trabalho (62,5%) em comparação com configurações o trabalho presencial em escritórios (59,7%), que, de acordo com o estudo, ainda operam com mais processos manuais e mostram menos eficiência de colaboração.

O cenário também contribui para que 22% dos respondentes que operam de maneira presencial enxerguem a experiência no trabalho como negativa.

Em relação ao perfil das empresas analisadas, o estudo mostra que empresas de grande porte, especialmente aquelas com mais de 50.000 colaboradores, adotam ferramentas digitais em maior escala, enquanto organizações de pequeno e médio porte ainda dependem de processos manuais e comunicação via e-mail para a gestão de tarefas.

Desafios e oportunidades

Apesar de apresentar resultados positivos no que diz respeito à maturidade digital das empresas, atingir níveis superiores no tema e igualar-se a regiões mais maduras ainda é uma missão de longo prazo, segundo a pesquisa.
A transição do Nível 2 para o Nível 3, no Brasil, pode levar entre três e cinco anos, com um custo estimado entre US$ 250 mil e US$ 500 mil anuais para uma organização com 1.000 funcionários.

Para chegar ao nível 4, no qual estão empresas que já são capazes de otimizar processos entre departamentos e adotar ferramentas robustas — e também o mais alto nível de maturidade, de acordo com a metodologia da pesquisa — o Brasil levaria em torno de 10 anos, segundo a pesquisa. Já o custo para essa transição, para as empresas, seria de US$ 500 a US$ 1 mil anuais por funcionário, estima o relatório.

Além do investimento financeiro, um dificultador está na adaptação de processos, resistência à mudança por parte dos colaboradores e necessidade de treinamento contínuo para garantir a adoção eficaz das novas tecnologias, aponta o estudo.

Outro grande desafio é a segurança cibernética. Apenas 16% das empresas brasileiras implementam alertas avançados para e-mails suspeitos, enquanto 41% não possuem mecanismos diretos para identificar e relatar ameaças, e apenas 27% utilizam ferramentas de gestão de senhas. Esse cenário expõe as empresas a riscos crescentes, exigindo maior conscientização e investimentos em proteção digital.

Por outro lado, a pesquisa também aponta oportunidades significativas para organizações que investem na modernização de seus ambientes de trabalho. Empresas que realizam uma reestruturação completa de suas ferramentas digitais atingem os mais altos níveis de maturidade, chegando a 71 pontos, e impactam positivamente a experiência dos colaboradores.

Além disso, a implementação de ferramentas especializadas, a automação de fluxos de trabalho e a melhoria dos processos de colaboração são fatores que contribuem para um crescimento sustentável e maior eficiência operacional.

“As empresas brasileiras têm diante de si uma grande oportunidade de evolução digital. Com a adoção de novas tecnologias e práticas eficientes, é possível otimizar processos, fortalecer a segurança e proporcionar um ambiente de trabalho mais produtivo. Driblar algumas das entraves apontadas pelo estudo depende não apenas de disposição, mas ferramentas unificadas e acessíveis, desmistificando a crença de que, para estar na dianteira da transformação digital, é preciso um alto custo”, conclui Fernanda.

*Informações Assessoria de Imprensa