Cardiologia do HSPE debate sobre aferição de pressão arterial em pacientes hipertensos com insuficiência cardíaca

pressão arterial
(Foto: Freepik)

Cardiologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) debateram em congresso as métricas e protocolos de aferição de pressão arterial em hipertensos com insuficiência cardíaca. A mortalidade pela doença é alta e pode ser reduzida quando tratada de forma correta, além de minimizar os quadros sintomáticos.

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“Um dos pilares do tratamento, caso a pressão arterial ainda esteja alta, é reduzir os níveis pressóricos. Nos hipertensos sem insuficiência, as metas terapêuticas são valores inferiores a 140 por 90 mmHg para a pressão sistólica (PAS)/diastólica (PAD). Entretanto, para os pacientes de alto risco cardiovascular, como é o caso da comorbidade em quadros de insuficiência cardíaca, ainda não está bem definido qual deve ser a meta de pressão que deve ser atingida, com a utilização dos fármacos anti-hipertensivos”, explica Rui Póvoa, cardiologista do HSPE.

Com base em literatura médica, o cardiologista avalia que os melhores valores de pressão são aqueles inferiores a 130 por 80 mmHg. “No paciente hipertenso com insuficiência cardíaca, reduções inferiores as estes valores podem prejudicar a perfusão coronária aumentando risco de isquemia. É o fenômeno conhecido como a curva J. Desta forma, os pacientes hipertensos com comprometimento severo do músculo cardíaco se beneficiam mais quando a PAS/PAD está entre 120-129/70-79 mmHg”, finaliza especialista.

O cardiologista do HSPE Rui Póvoa participou de palestra sobre o assunto no 44º Congresso de Cardiologia promovido pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). A insuficiência cardíaca, doença que é bastante prevalente em todo o mundo, inclusive no Brasil, se manifesta com quadros de falta de ar ao realizar esforço, além de fraqueza muscular, tonturas e palpitações.

*Informações Assessoria de Imprensa