
Pensando em estimular uma relação mais saudável das pessoas com a alimentação, pesquisadores mediram a presença de aditivos cosméticos e nutrientes críticos para identificar alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos recheados e macarrão instantâneo. O estudo de equipe da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS) da Universidade de São Paulo (USP) e com outras instituições nacionais, foi publicado na revista Scientific Reports no dia 30 de agosto de 2023.
Segundo o artigo, 97,1% dos alimentos classificados como ultraprocessados têm ao menos um nutriente crítico em excesso, como sódio, gorduras e açúcares livres, e 82,1% deles apresentam em sua composição aditivos cosméticos, usados para realçar a cor, o sabor ou a textura. No total, 98,8% dos ultraprocessados contam com pelo menos um desses ingredientes.
A pesquisa avaliou quase 10 mil alimentos embalados disponíveis em supermercados de São Paulo e de Salvador. Os itens foram divididos em quatro grupos diferentes de acordo com a classificação NOVA – método que mostra a qual grupo um alimento pertence a partir da extensão e do propósito de processamento. “Os resultados reforçam o quanto a formulação teórica do sistema NOVA é clara e possível de ser usada para as normas e os regulamentos sobre alimentos”, explica Daniela Canella, pesquisadora da UERJ e autora principal do artigo.
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Dados fornecem informações à elaboração de políticas públicas
Ana Paula Martins, pesquisadora do NUPENS e colaboradora do estudo, diz que os dados podem fazer a diferença na formulação de políticas públicas, legislações e em decisões taxativas sobre os alimentos. “Entendemos que esses resultados podem facilitar a adoção de políticas alinhadas às…








