Com o avanço da vacinação contra Covid-19 e ameaças como a variante Delta, muito se discute sobre a aplicação de uma terceira dose de reforço ou uma nova geração de vacinas contra Covid-19, capazes de proteger ainda mais a população contra diferentes cepas. Com isso, devem acontecer mais testes clínicos de imunizantes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quarta-feira (14 de julho) a realização de pesquisas clínicas de duas novas vacinas contra o novo coronavírus e uma delas é a pesquisa relacionada a uma vacina desenvolvida pela AstraZeneca com a tecnologia de vetor de adenovírus recombinante, a mesma utilizada no imunizante anterior e que é aplicado no Brasil.
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A vacina será fabricada pela empresa Symbiosis Pharmaceutical Services, sediada no Reino Unido, e é uma nova versão do imunizante aplicado no país (AZD1222). Ele foi modificado para também fornecer imunidade contra a recém-emergente cepa da variante B.1.351 da Covid-19, identificada primeiro na África do Sul, em abril. O estudo está nas fases 2 e 3, e será parcialmente duplo-cego, randomizado. A pesquisa será realizada com adultos de 18 anos de idade ou mais, previamente vacinados e não vacinados para determinar a segurança e a imunogenicidade da vacina candidata.
Segundo informações divulgadas pela Anvisa, a AstraZeneca quer verificar a eficácia do imunizante, que atuaria como uma espécie de terceira dose para indivíduos soronegativos para o coronavírus, que receberam anteriormente uma vacinação primária de duas doses contra a Covid-19 com a vacina atualmente em uso. Ou até mesmo de uma vacina que utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), como as da Pfizer e da Moderna.
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O estudo também vai verificar a eficácia desse imunizante como vacinação homóloga primária de duas doses para pessoas que não estão vacinadas contra a Covid-19. Nesse caso, os pesquisadores querem testar uma espécie de esquema misto, com a aplicação de uma primeira dose da vacina da AstraZeneca já utilizada no país e a segunda dose da nova versão do produto.
Os testes clínicos envolvem voluntários de todo o mundo. Serão 2.475 participantes no Brasil, Reino Unido, África do Sul e Polônia. No país está prevista a participação de 800 pessoas no Distrito Federal, Bahia, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Outro teste no Brasil
Outro teste de vacina contra Covid-19 autorizado pela Anvisa está relacionado a um ensaio clínico de fase 3, controlado por placebo, para avaliar a eficácia, segurança e a imunogenicidade de uma vacina que usa a tecnologia de vírus inativado. Essa pesquisa é conduzida pelo Instituto de Biologia Médica da Academia Chinesa de Ciências Médicas (Imbcams, na sigla em inglês), da China.
O estudo, a ser realizado no Brasil, integra parte de uma pesquisa maior que também está sendo realizada na China e em outros países. Farão parte dos testes adultos de 18 anos de idade ou mais que receberão duas doses, com intervalo de 14 dias entre a primeira e segunda dose. Aproximadamente 34.020 participantes serão recrutados no Brasil, Malásia, Bangladesh, China e México. Desse total, 7.992 participarão dos testes no Brasil, que serão realizados no Rio de Janeiro, Goiás, Santa Catarina e São Paulo.
* Com informações da Agência Brasil
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