Casos de sarampo não param de aumentar no Paraná

O Boletim Epidemiológico do Sarampo divulgado nesta quinta-feira (24) pela Secretaria da Saúde do Paraná destaca 231 casos confirmados da doença no estado; 74 a mais que na semana anterior. São 707 notificações para o sarampo, com 139 casos já descartados e 337 em investigação.

  

Dos 231 casos confirmados no estado, 27 apresentam como a provável fonte de infecção o Estado de São Paulo. Outros 4 casos indicam que, possivelmente, a contaminação foi em Santa Catarina; 25 apontam cadeias de transmissão distintas, em festas e estabelecimentos comerciais de grande aglomeração e, 175 casos não mostram vínculo definido.

 

A Região Metropolitana soma 223 casos; 173 foram registrados em Curitiba; 15 em Colombo; 9 em São José dos Pinhais; 7 em Campo Largo; 6 em Pinhais; 4 em Piraquara; 3 em Almirante Tamandaré; 2 em Campina Grande do Sul; 2 em Campo do Tenente; 1 em Fazenda Rio Grande e 1 em Rio Branco do Sul.

No interior, os municípios que registram casos confirmados são: Ponta Grossa (1), Maringá (2); Londrina (3); Rolândia (1) e Jacarezinho (1).

Transmitido por secreções respiratórias, o sarampo é altamente contagioso. Se um doente espirra ou tosse, o vírus permanece vivo no ar por cerca de duas horas. Um doente pode infectar mais de 12 pessoas.

 

O período de incubação do vírus varia de oito a doze dias e a transmissão inicia-se antes do aparecimento da doença, permanecendo até o quarto dia após o aparecimento das manchas vermelhas, que são os exantemas. O vírus reduz a eficácia do sistema imunológico e deixa o organismo fragilizado e suscetível à outras infecções.

 

“As crianças e os adultos jovens são as faixas etárias mais vulneráveis ao sarampo. Por isso estamos realizando junto com o Ministério da Saúde, a Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo, intensificando a imunização destes dois públicos. Para as crianças, a vacinação começou no dia 7 de outubro e segue até esta sexta-feira (25), com o objetivo de ampliar a vacinação em crianças de seis meses e menores de cinco anos. Na segunda etapa da campanha, de 18 a 30 de novembro, vamos vacinar prioritariamente adultos jovens, com idade entre 20 e 29 anos. Dos 231 casos confirmados no Paraná, 211 atingem o público entre 10 e 39 anos”, informa a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

 

A SESA informa ainda que, simultaneamente à campanha, a vacinação segue como rotina nas unidades, que segue realizando ações de bloqueio vacinal diante das notificações de casos da doença.

 

Toda a população, com idade entre 01 a 29 anos deve receber duas doses da vacina tríplice viral e, de 30 a 49 anos, uma dose. Neste período de contaminação o Programa Nacional de Imunização também disponibiza a vacinação para os bebês de 6 a 11 meses, que é a chamada “Dose Zero”.

 

“Além disso, as pessoas que tiverem dúvidas quanto a imunização devem procurar um posto de vacinação, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação da dose”, reforça a coordenadora de Vigilância em Saúde da SESA, Acácia Nasr.