
Não é uma resposta de sim ou não: como regra geral, há muitas razões para o hospitalista ser o “generalista de Wachter”, o que, nos EUA, faz com que os hospitalistas que cuidam de adultos sejam majoritariamente internistas de formação (depois geriatras). Já os que cuidam de crianças, pediatras gerais. Aqui um resumo das justificativas disto por quem cunhou o termo hospitalista:
E países vários compartilham estas demandas, pelo fenômeno global de envelhecimento da população de adultos hospitalizados, cada vez mais multimórbidos e complexos. Veja aqui reflexões sobre isto considerando a realidade italiana, originalmente com especialistas focais na posição de hospitalistas, havendo a atual defesa por muitos da migração para o “modelo generalista”.
Em paralelo a esta importante discussão, reconhece-se que diversas especialidades médicas podem adotar elementos do modelo hospitalista, se é que não representar o pacote integral, em situações específicas. Não na dimensão do que já se percebe no Brasil com o crescimento das consultorias em MH, onde aceitam chamar qualquer médico de hospitalista para ampliação de portfolio de serviços. Mas há cenários e principalmente interfaces a serem explorados.
Discuti isto ainda em 2008, com o exemplo da Psiquiatria:
Há quase 15 anos, portanto, defendi tanto a possibilidade de psiquiatras serem os próprios hospitalistas (no sentido da responsabilidade primária pelo gerenciamento do caso) quanto consultores próximos de pacientes cuja coordenação geral no hospital seria feita por internistas hospitalares (leia-se co-manejo, divisão clara e responsável de funções, sem abrir mão de nenhum dos dois profissionais) – a depender do perfil demográfico da população a ser atendida.
Aquela palestra foi interessante porque eu vivia, como um part-time…











