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Sua voz mudou na pandemia e durante o home office?

Estudo mostra que pandemia aumentou casos de disfonia

por Saúde Debate, com informações da assessoria de imprensa

26/07/2021
Sobre: Voz na pandemia e no home office: estudo identificou impactos
Créditos: Anna Schvets / Pexels

Ainda estamos vivendo as adaptações que foram necessárias em meio à pandemia de Covid-19, como a restrição de atividades, o distanciamento social, as mudanças no trabalho... O corpo sentiu os impactos, incluindo a voz. Por exemplo: sua voz mudou na pandemia e durante o home office? Se isso aconteceu com você, saiba que não está sozinho.


Uma pesquisa feita pelo Departamento de Estudos Clínicos da Fala e Linguagem, do Trinity College Dublin, na Irlanda, aponta que trabalhar em casa durante a pandemia afetou a voz das pessoas, aumentando principalmente os casos de disfonia. Entre os principais sintomas estão a rouquidão e o desconforto vocal. Conforme o estudo, a mudança de ambiente de trabalho e o uso excessivo das novas modalidades de comunicação foram as principais causas para esse aumento de disfonia. O problema também se caracteriza por esforço ao emitir a voz, cansaço ao falar, falta de volume e projeção da voz e pouca resistência ao falar.


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Isso deve a uma maior quantidade de reuniões online e videochamadas, por exemplo. São atividades nas quais as pessoas percebem que estão sentindo a necessidade de aumentar ou forçar a voz. Quando saem de casa, com o uso de máscara, também elevam o tom.


Se a sua voz mudou durante a pandemia ou o home office, saiba o que fazer para mudar essa realidade


O professor de canto Marcio Markkx, mestre em Fonoaudiologia pela PUC-SP, explica que é possível proteger a voz com exercícios e mudanças na rotina, principalmente quem está com essa rotina pesada de reuniões online e outras formas de interação a distância.


De acordo com ele, uma das primeiras recomendações durante as videochamadas é usar fone de ouvido com microfone para reduzir o esforço vocal. Garantir uma postura adequada durante uso da voz em lives, podcasts e videochamadas também ajuda a reduzir esse esforço. "É preciso ficar atento e procurar um médico otorrinolaringologista no caso de qualidade vocal anormal com duração superior a duas semanas", salienta.


Cuidar da alimentação, segundo Markkx, é um dos principais fatores para evitar o pigarro, ou o famoso “aham”. Comidas gordurosas, bebidas alcoólicas, chocolates e derivados de leite deixam a saliva mais grossa, que por sua vez vai se transformar em pigarro. “E aí normalmente a pessoa vai forçar a voz para limpar a garganta, causando um atrito grande”, explica.


A maçã, fruta conhecida por “limpar” a voz, funciona, segundo Markkx, por conta de um ácido presente na fruta que ajuda a fluidificar a saliva grossa. “Maçã e água são sempre bem-vindos. A água gelada, apesar de não alcançar as cordas vocais, pode causar um choque térmico. Por isso, é preciso ficar atento como funciona seu corpo e perceber se tomar gelado realmente vai fazer mal”, completa o especialista, lembrando que tomar água em temperatura ambiente ajuda a manter todo o corpo hidratado, inclusive as cordas vocais.


Receitas caseiras como gargarejo ou usar pastilhas podem aliviar o pigarro, mas são medidas contraindicadas segundo o mestre em fonoaudiologia. “Elas podem aliviar momentaneamente e por isso você pode começar a forçar a voz sem perceber”, ensina.


O especialista orienta: antes de gravar aquele podcast ou participar da videochamada que você sabe que pode ser longa, é possível usar técnicas de aquecimento da voz – exercícios como pronunciar “zzzzzzz” de forma constante, ou “hummmmm” com a boca fechada, também de forma constante.



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