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O outro lado da pandemia: pelo que passam os profissionais de saúde

Eles estão na linha de frente e, tanto quanto as outras pessoas, desejam que essa pandemia passe o mais rápido possível

por Revista Ampla e Saúde Debate

13/08/2020
Créditos: Assessoria Unimed Paraná

Você já listou o que deseja fazer quando esse tempo de isolamento social acabar? Que algumas lições ficarão, ninguém tem dúvida. Alguns, no entanto, são mais, outro menos, otimistas sobre os aprendizados que todos levaremos desse tempo. De qualquer forma, a lista do que se deseja fazer é imensa. Viajar, ver o mar ou as montanhas, ver mais a família e os amigos; enfim, esquecer um pouco essa agonia e correria impostas pela pandemia são alguns itens que estão no topo da listagem. E quando puder, sem dúvida, abraçar muito. “Quero abraçar muitos abraços”, diz a psicóloga Patrícia Olivo Poian.


“Quando tudo passar, espero que as pessoas estejam mais conscientes, empáticas e cuidadosas de tudo que há ao nosso redor. Quero encontrar minha família, quero abraçar amigos, conhecidos e também nossos pacientes. Muitos precisam desse contato, o que não está sendo possível agora. Entretanto, desejo que não voltemos ao ‘normal’ como muitos pedem, quero que evoluamos, quero que cresçamos, que nos tornemos melhores do que já fomos em algum momento”, conta Marisa Pereira Camilo Alves, enfermeira assistencial.


Por estarem ligados à saúde, seja atuando como médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos ou dando apoio nos bastidores, em setores administrativos desses locais, os profissionais da área são vistos, muitas vezes, como alguém a quem tempos como esses podem ser encarados de forma natural. Não é bem assim. Como todo mundo, eles também têm receios: por eles, por seus familiares e amigos e… por seus pacientes.


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Alguns tímidos, outros mais extrovertidos e abertos, a maioria procurou a área da saúde porque queria ajudar as pessoas. Mesmo sabendo que iriam lidar com elas, provavelmente, em alguns de seus momentos mais frágeis: quando elas estão machucadas, sensíveis, com medo, doentes. O que exige do profissional da área, além de qualificação técnica, capacitação e atualização constantes, também habilidades emocionais. De um modo, algumas vezes, muito maior do que de qualquer outro.


(Foto: Assessoria Unimed Paraná)



Talvez, por isso mesmo, por, supostamente, saberem daquilo que teriam de enfrentar, acabam sofrendo exigências maiores por parte das outras pessoas. E a maior parte dos pacientes – todos nós, na verdade -, não temos ideia do quanto o reconhecimento manifesto os ajudam a seguir em frente. “Nós nos sentimos muito bem em estar numa posição de apoio/ajuda. Gostamos do que fazemos e não esperamos em si uma retribuição. Entretanto, às vezes, fazemos sacrifícios pessoais. Deixamos de ter algum conforto para poder ouvir, pensar em um caso ou até estudar uma melhor proposta de tratamento. Algumas vezes, estamos sofrendo junto, tentando encontrar a solução para o problema da pessoa e isso leva tempo, mais tempo do que gostaríamos. Acho que, às vezes, é bom saber que pelo menos estamos no caminho certo, do apoio, do cuidado. Assim, a manifestação de reconhecimento pessoal que chega até nós, na forma de um e-mail ou elogio, nos faz seguir em frente, com força para continuar”, conta o médico Rodrigo Cechelero Bagatelli.


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Para Sheila Cristina Tanaka, analista de Atenção à Saúde, uma das responsáveis pelo Centro de Atenção Personalizada à Saúde (APS), da Unimed Paraná, apesar de toda exaltação sobre os profissionais de saúde serem super-heróis, em especial, neste momento de combate à Covid-19, “é fundamental lembrar que somos todos humanos. O que significa que temos vida pessoal, erramos e não conseguimos atender várias pessoas ao mesmo tempo”, destaca. “Estamos em uma pandemia, mas o tamanho da equipe é a mesma. Se cada um fizer a sua parte, seguindo as orientações amplamente divulgadas em todos os canais de comunicação, conseguiremos enfrentar tudo, da melhor maneira possível”, avalia.


(Foto: Assessoria Unimed Paraná)


A médica Ana Paula Torga reforça: “em um momento como esse, em que a demanda por atendimento cresceu muito, é fundamental que todos busquem manter seus cuidados de saúde. Mudem hábitos, agilizem as mudanças postergadas. Iniciem atividade física, mesmo em casa, tomem água, melhorem a alimentação, pratiquem meditação, resgatem atividades que lhe deem prazer. Ouçam música, criem momentos de convívio familiar tranquilos. Enfim, vamos tirar proveito desse momento em que fomos obrigados a ficar reclusos em nossos núcleos familiares e colocar em prática o que estávamos adiando. Você pode descobrir que é possível mudar, ter mais satisfação em viver, mesmo em tempos como de agora.”


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